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Rio de Janeiro
Quarta, 6 de outubro de 2004, 20h45 
Eleições do Rio viram confronto Maia-Garotinho
 
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O segundo turno das eleições no estado do Rio de Janeiro se transformou numa briga de poder entre o presidente regional do PMDB, Anthony Garotinho, e o prefeito reeleito da capital, Cesar Maia, do PFL, que procuram se consolidar no pleito deste ano como as duas principais forças políticas fluminenses e que têm pretensões eleitorais em 2006.

Nesta quarta-feira, Garotinho formalizou a aliança entre PMDB e o candidato do PDT em Niterói, João Sampaio. O candidato do PT à reeleição na cidade, Godofredo Pinto, será apoiado por Cesar Maia. "Não vejo nenhum constrangimento nesta aliança. Vamos entrar com firmeza e dedicação", disse Garotinho, ex-governador do Rio e atual secretário de Segurança Pública do Estado.

Também nesta quarta-feira, Maia oficializou o apoio ao candidato do PDT à prefeitura de Campos, Carlos Alberto Campista. O adversário dele no segundo turno será o representante do casal Garotinho, Geraldo Pudim (PMDB). "A vitória de Campista é fundamental para evitar a continuidade de uma política clientelista em Campos", afirmou Maia, após encontro com o prefeito do município Arnaldo Viana, ex-aliado de Garotinho.

Em Nova Iguaçu, o candidato petista, Lindberg Farias, conta com o apoio do prefeito carioca para enfrentar Mario Marques (PMDB). No município de São João do Meriti, também na Baixada Fluminense, a coligação PTB-PFL apóia o candidato Sandro Matos, que tem como adversário o peemedebista Uzias Mocotó. E em Duque de Caxias, Washington Reis (PMDB) enfrenta no segundo turno com Lauri Vilar (PDT), que busca apoio de Maia.

"O Rio de Janeiro está polarizado em dois movimentos políticos e pessoais. De um lado o movimento de Anthony Garotinho e de outro o de Cesar Maia, que disputam o poder no Rio de olho em 2006", disse o cientista político Geraldo Tadeu, coordenador do Programa de Estudos Políticos da Uerj.

Apesar dos boatos em torno da possível ida de Garotinho para o PDT, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, descartou a possibilidade. "É pura especulação", disse ele. "O partido é fiel à sua ideologia. O PDT vai continuar com sua espinha dorsal com sua orientação brizolista, ou seja, coerência e lealdade ao Brasil. Isso faz parte de 60 anos de legado do Brizola." Segundo Lupi, o PDT negocia uma aliança nacional com o PPS para as eleições de 2006.
 

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