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Apesar de afirmar que o PCO (Partido da Causa Operária) não entra em disputa para perder, o jantar para celebrar o encerramento da campanha no Rio de Janeiro está marcado para sexta-feira, antes do dia da apuração. Na reta final, Thelma Maria, candidata do partido à prefeitura, convoca os eleitores a procurarem uma alternativa a tudo o que já experimentou.
O balanço da campanha é positivo. Segundo ela, não foi uma candidatura "porra-louca" que sobe no caixote para ficar esperneando. A candidata comemora o fato de ter aparecido em algumas pesquisas com 1% dos votos. Em sua avaliação, está tecnicamente empatada com Bittar e Jandira, se levada em conta a margem de erro.
Com 28 anos e há quatro morando na cidade do Rio, a aspirante mais jovem ao cargo aposta no programa partidário, que é basicamente o mesmo para todas as prefeituras onde o PCO concorre. "Represento as reivindicações da classe trabalhadora. O problema no Rio não é diferente do de outras cidades. O caso dos camelôs no Rio e São Paulo é igual. O desemprego acontece no país inteiro. O salário mínimo é mínimo aqui e em todo o País", justifica a candidata, formada em psicologia pela PUC-SP.
Filha de caminhoneiro, Thelma não considera um problema o fato de morar na cidade há tão pouco tempo. A disputa é municipal, mas muitas das propostas são atribuições do governo federal como o aumento do salário-mínimo para R$ 1.580 e a redução da jornada de trabalho sem redução do salário.
No campo municipal, as principais propostas são retirar a decisão do Orçamento das mãos dos agiotas e banqueiros nacionais e entregá-los a conselhos populares eleitos pelo povo, dissolução da Guarda Municipal e formação de milícias populares com integrantes escolhidos pela comunidade. "O papel da Guarda Municipal aparentemente é zelar pelo patrimônio e quem tem patrimônio são as empreendedoras imobiliárias", ataca.
A juventude e a feminilidade, avalia Thelma, poderiam ser exploradas melhor pelo partido, mas a estrutura modesta da campanha não permitiu. A candidata considera a sua candidatura a única realmente representativa das mulheres. "A Jandira é financiada pela Unimed, uma representante da burguesia nacional. A mesma que explora a diferença entre homens e mulheres para pagar salários menores", acusa.
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