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Sexta, 24 de setembro de 2004, 11h29 
CNBB rebate Crivella: era das teocracias acabou
 
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) protestou contra os termos usados pelo candidato do PL à prefeitura do Rio, senador Marcelo Crivella, em entrevista publicada ontem no Jornal do Brasil. Ao comentar o projeto político da Igreja Universal do Reino de Deus, que lançou sua candidatura, Crivella disse que os evangélicos são hoje a última fronteira da classe desfavorecida. "A Igreja católica é a elite. Hoje quem lida com os pobres são os evangélicos", disse Crivella.

Secretário-geral da CNBB, dom Odilo Pedro Scherer afirmou que a Igreja Católica está mais próxima do que nunca da população mais carente. Ele condenou a mistura entre política e religião, principalmente em ano eleitoral.

"Não se deve instrumentalizar a religião em função da política. Já passou o tempo das teocracias (regimes de inspiração divina). Até porque uma teocracia não seria oportuna em um Estado pluralista. A política não deve ficar a serviço da religião, nem a religião a serviço da política", afirmou dom Odilo, recusando o rótulo de "elite" para a Igreja Católica.

"Como argumentar contra algo que não faz sentido? Todos sabem que a Igreja Católica está no meio dos pobres, como aliás todas as religiões deveriam estar", completou.

Bispo auxiliar do Rio, dom Dimas Lara Barbosa, disse que as declarações de Crivella no JB o deixaram preocupado com os rumos dessa campanha. "É lamentável que as eleições no Rio estejam sendo conduzidas na direção de uma briga entre religiões", aponta dom Dimas.

Segundo o bispo auxiliar, existem 253 paróquias espalhadas pela cidade do Rio, todas realizando trabalhos junto a comunidades pobres. "Essa frase demonstra que o candidato (Crivella) não conhece a atuação da Igreja Católica, presente em todas as partes de nossa cidade, no morro e no asfalto, em favelas e hospitais. Desconhece a vida da nossa Igreja".

Dom Dimas Barbosa acredita que existem critérios melhores para a escolha de um candidato do que sua opção religiosa. "Me perguntam se a Igreja Católica vai adotar o lema "católico vota em católico", como aquele que ensina que "evangélico deve votar em evangélico". Respondo simplesmente que o eleitor deve votar em quem quiser, independente da religião, desde que seja ético.
 

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