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“Vamos trocar o pneu com o caminhão andando”, diz Sartori

Candidato ao governo gaúcho conversou ao vivo com o Terra nesta segunda-feira e falou sobre os desafios do Estado

20 out 2014
14h07
atualizado em 21/10/2014 às 11h52
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Em entrevista ao Terra nesta segunda-feira, o candidato ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), falou sobre os desafios que irá enfrentar caso seja eleito o novo governador gaúcho. Crítico ferrenho do adversário eleitoral e atual governador Tarso Genro (PT), Sartori se queixou bastante da dívida contraída pelo Estado e a dificuldade que poderá ter para governar.

Sartori falou ainda sobre seu apoio ao candidato Aécio Neves
Sartori falou ainda sobre seu apoio ao candidato Aécio Neves
Foto: Liana Pithan / Terra

“Caso seja eleito, teremos que trocar o pneu do caminhão com ele andando. Não tem outra maneira, é como trocar tênis na corrida”, disse ao se referir aos gastos comuns em todos os governos para manter a infraestrutura.  “Como você vai fazer com uma divida que supera R$ 50 bilhões e com um faturamento de R$ 54 bilhões. Se você não renegociar a dívida e modificar aquele projeto que existe no Senado, não se torna sustentável”, completou.

Em um bate-papo bem humorado com a reportagem do Terra, o candidato falou de assuntos densos, como o excesso de partidos políticos, seu apoio ao candidato tucano Aécio Neves (PSDB) e a importância da agricultura no Rio Grande do Sul, mas não deixou de falar de amenidades, como seu medo de cachorros e sua amizade com o treinador Luis Felipe Scolari, o qual ele considera um ótimo goleiro de futsal. “Muito melhor do que zagueiro”, disse.

Dilma e Aécio
Questionado sobre a contradição de o PMDB gaúcho apoiar o candidato Aécio Neves, mesmo tendo como vice-presidente seu colega de partido Michel Temer, Sartori falou sobre sua antiga objeção entre a união firmada entre o PT e o PMDB, ainda no governo Lula.

Em uma conversa sobre o futuro, ele demonstrou preocupação com a dívida do Estado
Em uma conversa sobre o futuro, ele demonstrou preocupação com a dívida do Estado
Foto: Liana Pithan / Terra

“Quando foi firmada aquela união, já vi que aquilo não seria bom para o PT, para o PMDB e nem mesmo para o Lula. (...) Meu pronunciamento como deputado federal foi nesse sentido. Essa coisa de toma lá dá cá, achar que devemos prestar favor, obrigação. No final, muitas coisas que foram depositadas no PT foram perdidas”, disse.

Sartori classifica o apoio ao candidato tucano como natural. “Desde o começo, até o próprio Tarso disse que conversava com todos os partidos, menos o PMDB. (...) Nossa relação foi feita naturalmente com Eduardo Campos e com Marina (Silva), depois com Marina e o Beto (Albuquerque) e, portanto, depois entre Marina e Aécio. Até conversei com o Michel (Temer) e disse que aqui a composição foi feita com o Aécio, lamento”, falou.

Apesar de a composição ser feita com o candidato do PSDB, Sartori deixou claro que não tem nenhuma relação de dificuldade com a atual presidente Dilma Rousseff (PT).

Pesquisa eleitoral
As pesquisas eleitorais no Rio Grande do Sul apontavam uma vitória do candidato Tarso Genro no primeiro turno, mas o que se viu foi uma reviravolta que deu ao candidato Sartori o posto de mais votado no Estado.  Sobre essa discrepância, Sartori disse que os institutos de pesquisas “não foram felizes” com ele.  “Acho que não foram felizes, nem aqui nem em Caxias”, disse o ex-prefeito da cidade gaúcha.

Em uma conversa sobre o futuro, ele demonstrou preocupação com a dívida do Estado
Em uma conversa sobre o futuro, ele demonstrou preocupação com a dívida do Estado
Foto: Liana Pithan / Terra

Diante das novas pesquisas, que apontam vantagem sobre Tarso, Sartori recomendou cautela. “Para o 2º turno, digo para todos que não se deixem se levar pelos números”.

Apesar do discurso político, Sartori reconhece que se emocionou com as pesquisas. “Eu me emocionei um pouco com a generosidade do povo. Aos eleitores do Rio Grande do Sul, eu disse para não irem atrás de pesquisa e pesquisar nos corações deles. Acho que devolveram em muita quantidade e bastante qualidade né”, disse.

Sartori reforça apoio a Aécio e critica excesso de partidos

Para ele, sua equipe de comunicação foi fundamental para essa virada. “Tivemos muita dificuldades em nossa comunicação. Para se ter ideia, fomos colocar nossa rede social no ar em Agosto. Mas é sinal de que a nossa mensagem foi ouvida e compreendida e a gurizada que fez a nossa rede social foi muito importante nesse processo”, disse.

Medo de cachorro
Apesar de ter um cachorro dentro de casa, Sartori revelou ter um trauma com esse tipo de animal por causa de um acidente que ocorreu quando ele tinha 12 anos. “Mais ou menos com 12 anos, resolvi subir em um cachorro e ele mordeu todo o meu joelho, o que me deixou com trauma. Hoje tiram fotografias minhas com cachorros, mas eu tenho sempre que esconder o meu medo”, falou.

A entrevista do candidato José Ivo Sartori faz parte da série de entrevistas exclusivas do Terra  com os candidatos eleitorais que participam das eleições 2014. Também nesta segunda, o Terra conversa com o governador e candidato pelo PT ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro.

Fonte: Terra

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