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Presidência
Terça, 29 de outubro de 2002, 18h13 
Visita de Lula a Brasília frustra expectativa sobre ministério
 
Daniel Gallas
Reuters
Após encontro, FHC e Lula se abraçam no Palácio do Planalto.
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Em meio à grande expectativa do anúncio da equipe de transição, o presidente da República eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desembarcou hoje em Brasília para sua primeira visita à capital nacional após as eleições. O meio político e o mercado financeiro aguardavam - durante a peregrinação de Lula pelo Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal - uma pista de como será o novo ministério, mas Lula frustrou todas as expectativas.

Dos 51 nomes da nova equipe de transição, Lula anunciou apenas um: o do coordenador do grupo, Antônio Palocci. O prefeito licenciado de Ribeirão Preto e coordenador da campanha de Lula terá a tarefa de receber do ministro Pedro Parente, líder da transição do governo Fernando Henrique, todas as informações sobre os últimos oito anos de gestão. O anúncio da equipe completa será feito por Palocci nos próximos dois dias.

Lula já avisou àqueles que esperam uma indicativa do perfil do ministério a partir da equipe de transição: não há relação entre os dois. A equipe de transição é eminentemente técnica.

"Quisemos dar um caráter técnico à equipe, pois a cada dia que abro o jornal, leio um nome de um ministro do meu governo", disse. Ele não definiu prazo para anunciar o novo ministério.

"A partir de agora, se vocês quiserem falar sobre transição, procurem o companheiro Palocci. Se quiserem falar sobre Congresso Nacional, procurem os companheiros [senador pelo PT-AC] Tião Viana e [deputado federal do PT-SP] João Paulo Cunha. Se quiserem falar dos ministérios, não falem comigo. Falarei com vocês", avisou.

Encontro com Fernando Henrique

O primeiro compromisso de Lula no dia foi o encontro com Fernando Henrique Cardoso, pela manhã. Os dois conversaram a portas fechadas e depois acompanhados por suas equipes. Lula, com o vice José Alencar (PL-MG), Antônio Palocci, e os deputados federais José Dirceu (PT-SP) e Luiz Gushiken (PT-SP). Fernando Henrique, com o ministro Pedro Parente, o secretário-geral da Presidência, Euclides Scalco, e o vice-presidente Marco Maciel.

Na saída do encontro, o sorridente Lula mostrou que a transição deve ocorrer sem conflitos. "O presidente Fernando Henrique praticamente colocou todo o governo à nossa disposição, numa prática democrática que muito agradou o nosso partido", disse.

Nova relação com o Congresso

À tarde, em visita ao Congresso, o presidente eleito disse aos senadores que eles nunca tiveram uma relação com o Executivo como a que ele estabelecerá. O presidente do Senado, Ramez Tebet, descartou uma equipe de transição da casa.

Na entrada do gabinete da Presidência do Senado, Lula foi ovacionado pelos diversos senadores que disputavam a atenção do eleito. Trocou cochichos e risadas com Tebet e depois posou para fotos com ele, José Alencar e o senador Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) no sofá do gabinete.

A troca de gentilezas entre Lula e os parlamentares continuou na visita à Câmara dos Deputados. Lula ouviu elogios à sua disposição para o diálogo do presidente da casa, o governador eleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Lula prometeu não diferenciar o tratamento aos deputados, devido aos partidos. A Fernando Henrique, novos elogios. "O presidente está fazendo a coisa mais sensata que foi feita nesse País. O governo Fernando Henrique Cardoso abriu todas as suas portas para que o novo governo pudesse saber de todas as informações"

Durante a pose para fotógrafos, Lula aproveitou para provocar o deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE). Ele disse que o parlamentar poderá negociar pela primeira vez com um presidente pernambucano. Bem-humorado, Inocêncio respondeu que a presidência já foi ocupada, temporariamente, pelo pernambucano Marco Maciel (PFL), e prometeu uma oposição inteligente ao novo presidente.

No fim do dia, Lula recebeu os cumprimentos do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello. Na chegada ao STF, foi saudado por cerca de 300 funcionários públicos, que cantavam o jingle da campanha eleitoral do PT.
 

Redação Terra