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Eleições
Segunda, 28 de outubro de 2002, 20h19 
EUA estendem mãos a Lula para manter rumo da economia
 
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O governo americano parabenizou esta segunda-feira o recém-eleito presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mostrando-se disposto a colaborar com seu governo desde que mantenha o rumo econômico da atual gestão.

Hoje, num telefonema, o presidente americano, George W. Bush, felicitou Lula e disse-lhe que "esperava trabalhar com ele, especialmente para promover a democracia, a boa governabilidade e o livre comércio no hemisfério", informou uma nota do porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. "Os Estados Unidos e o Brasil gozam de excelentes relações bilaterais, que continuarão com o novo governo", reforçou Fleischer.

O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, afirmou por sua vez que Washington espera "construir uma forte colaboração" com Lula e sua nova administração, enquanto o secretário do Tesouro, Paul O'Neill, desejou que se mantenha o atual rumo da economia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) se mostrou otimista. A esmagadora vitória de Lula "é uma nova afirmação da democracia vibrante do Brasil e oferece ao presidente eleito uma oportunidade histórica de responder às aspirações econômicas e sociais dos brasileiros", afirmou seu diretor-gerente, Horst Koehler.

Vários analistas avaliaram que Lula governará com cautela e que Brasília e Washington vão se esforçar para manter uma boa relação.

Segundo Myles Frechette, presidente do Conselho das Américas, com sede em Nova York, "os Estados Unidos querem trabalhar com Lula de boa fé". Para Frechette, apesar de sua bagagem de esquerda e da pressão de seu partido, Lula será prudente e não aumentará o gasto público. "Acredito que haja boa vontade de ambas as partes. Os interesses americanos no Brasil são muito grandes pelos enormes investimentos estrangeiros e pela importância do Brasil na América do Sul", sendo conveniente aos dois governos "manter uma relação estável e produtiva", frisou Richard Foster, editor da revista Brazil Watch, com sede em Washington.

"Quando Lula designar seu governo e começar a se portar como um ser humano normal e não como um monstro marxista, como parte dos mercado esperava, os ativos no Brasil se estabilizarão e melhorarão", previu Foster.

"Lula continuará um caminho de reformas" e enfrentará o enorme desafio de melhorar a qualidade de vida dos pobres e desempregados para engordar a debilitada classe média brasileira", afirmou Stephen Johnson, analista para a América Latina da Heritage Foundation. "Mas, de fato, não terá muito espaço para tomar ações, já que parte do curso de sua presidência já foi determinada pela situação econômica e política do Brasil", lembrou Johnson.

Segundo Riordan Roett, especialista da região na Universidade Johns Hopkins, o tema mais delicado a ser tratado entre os EUA e o Brasil será o comercial, pela rejeição de Lula a negociar uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca) que não beneficie os interesses do país.

Roett acredita que "um certo nacionalismo, que nem sempre é antiamericano, mas muito mais pró-brasileiro, emergerá no governo de Lula, e complicará em parte a relação bilateral".

Um ex-funcionário do primeiro escalão americano, que pediu para não ser identificado, disse que, "para Lula, este será um novo jogo: trabalhar com os gringos em vez de criticá-los". "Em Washington, sabem que ele é um democrata e não um militar com idéias bolivarianas (em relação ao presidente venezuelano, Hugo Chávez). Quando os trabalhadores lhe pedirem para aumentar o salário mínimo, Lula vai lhes dizer: 'entendo perfeitamente, mas não há dinheiro'. Ponto. E vão acreditar nele, porque ele é um deles", concluiu.
 

AFP

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