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Presidência
Segunda, 28 de outubro de 2002, 01h13 
Lula diz que PT venceu todo o preconceito
 
Reuters
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Lula chegou perto das 0h30 à Avenida Paulista, onde mais de 50 mil pessoas já o aguardavam desde o começo da tarde para a festa da vitória do PT nas eleições nacionais. Em seu primeiro discurso em céu aberto após a confirmação da vitória, Lula disse que o PT venceu todo o preconceito que havia contra o partido. "Primeiro era o medo da bandeira vermelha. Depois, da barba e de uma série de coisas. Mas o povo brasileiro provou que um torneiro mecânico, junto com um empresário, poderão mudar este País", disse. Lula já havia discursado para jornalistas e observadores internacionais no Hotel Intercontinental, próximo à Paulista, pouco depois das 22h.

O presidente eleito também voltou a elogiar José Genoino, candidato derrotado ao governo de SP, que, ao lado de Benedita, tinha sido o único petista que Lula citou no discurso no Hotel Intercontinental. "Eu disputei muitas eleições, mas nunca com um companheiro com tanta energia e com tanto bom humor quanto Genoíno". Lula reafirmou disse que Genoíno não "perdeu a eleição, apenas deixou de ganhar, porque ele teve uma votação de 41% em todo o Estado, nunca vista em São Paulo para o PT". Lula também falou que Genoino é novo e terá muitas disputas eleitorais pela frente.

O presidente eleito começou seu discurso para as mais de 50 mil pessoas - que antes do discurso cantaram "Parabéns a você" ao petista, que comemorou seu 57º aniversário neste domingo - com homenagens a uma série de personalidades de esquerda que morreram antes de sua eleição. Entre as pessoas, foram citados: Sérgio Buarque de Holanda, pai de Chico Buarque e fundador do PT, Mário Pedrosa, também fundador do PT, Henfil e Betinho, o educador Paulo Freire, o assessor de imprensa Julio de Grammond, que morreu na campanha de 98, Chico Mendes, João Amazonas, do PC do B, e Carlito Maia. Os prefeitos do PT que morreram ano passado, Celso Daniel, de Santo André, e Toninho, de Campinas, também foram homenageados. Lula também citou um militante que morreu de enfarto após comprar brindes do PT e de um antigo companheiro de sindicato, chamado de "Cabeção", que morreu em uma passeata de José Genoíno.

Lula disse que lembrou sobretudo de sua mãe, que não queria que ele entrasse para o sindicato pois tinha medo que Lula fosse preso e que morreu sem saber que Lula havia sido preso pela ditadura militar. O petista também agradeceu a Palocci, prefeito de Ribeirão Preto e coordenador de sua campanha, e à mulher, Marisa, além de José Dirceu. o petista ressaltou a importância dos candidatos que não se elegeram, como José Genoíno e Benedita da Silva. Ambos já haviam sido os únicos petistas citados no primeiro discurso que Lula fez após a confirmação da vitória nas eleições, no Hotel Intercontinental, próximo à Avenida Paulista.

O presidente eleito disse, também que, se um dia cometer um erro, pode se ter certeza de que ele irá para a televisão pedir desculpas ao povo. "Mas eu garanto a vocês que vou fazer o esforço maior que um ser humano pode fazer: vou fazer o possível para que o nosso povo volte a sorrir e a ter esperança e a economia volte a crescer", afirmou. "Não vamos governar para aqueles que votaram em nós, mas para 175 milhões de brasileiros", disse. "Minha mãe nasceu e morreu analfabeta e dizia: a única coisa que o homem não pode perder é o direito de andar de cabeça erguida e olhar nos olhos de com quem está conversando", contou. "E eu jamais deixarei de andar de cabeça erguida diante do povo brasileiro", completou, "porque irei todo dia dormir com a consciência tranqüila de que cumpri meu dever".

Lula encerrou o discurso alegando que "aos 57 anos o coração já vai ficando mais cansado". O petista agradeceu diversas vezes à população e pediu que Deus desse coragem a todos para mudar a história do Brasil e fazer com que o povo consiga viver com muito mais dignidade.
 

Redação Terra