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Presidência
Sexta, 18 de outubro de 2002, 21h09 
Serra usa outra atriz e PT defende RS em programa
 
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Hoje foi a vez de Beatriz Segall dar o seu depoimento no programa televisivo de José Serra (PSDB). Em cerca de 1 minuto, a atriz falou a palavra "medo" - que gerou a polêmica com Regina Duarte - oito vezes. Fazendo uma alusão a Paloma Duarte, que apareceu no programa de Lula acusando a campanha tucana de estar fazendo "terrorismo eleitoral", Beatriz Segall disse: "Não tenho medo das atrizes mais jovens. Pelo contrário. Procuro incentivá-las nas suas carreiras."

O programa eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva dedicou boa parte do seus 10 minutos para defender a administração petista no Rio Grande do Sul, que vem sendo atacada por Serra. Depois de falar que "o Rio Grande do Sul está magoado", o narrador citou algumas conquistas que o PT credita à gestão de Olívio Dutra: que o Estado cresceu 62% a mais que o Brasil, o salário mínimo de R$ 260; 406 mil novos empregos em 3 anos; melhor avaliação da saúde pública no Brasil, segundo os próprios usuários; melhor índice de desenvolvimento humano, entre outros. O programa também tocou na empresa Ford, que tinha um projeto no Estado, mas acabou indo para a Bahia, com um locutor dizendo que a multinacional não saiu porque quis, mas que o governador não aceitou pagar a quantia exigida para ela se instalar na região.

Enquanto o PT defendeu, o governo gaúcho foi criticado mais uma vez no programa de Serra. Essas críticas têm sido constantes na campanha tucana, já que o candidato do PMDB, Germano Rigotto, apoiado pelo PSDB, disputa o governo do Estado com Tarso Genro (PT). Na mesma situação, ou seja, estados aonde a corrida presidencial se reflete na disputa ao governo, estão Pará, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A novidade do programa tucano foi começar usando o jingle "Lula Lá" em 1989, com uma nova letra que citava o nome de Serra. Enquanto várias pessoas cantavam, o apresentador apareceu dizendo que, assim como aquela música não era de José Serra, o discurso que vem sendo adotado atualmente por Lula também não é dele.
 

Redação Terra