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O PSTU declarou ontem que apoiará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa à Presidência no segundo turno. O partido, que pela primeira vez lançou candidato próprio a presidente - José Maria de Almeida -, divulgou nota em que diz que a decisão se baseou no fato de os trabalhadores acreditarem no petista.
Nota divulgada pelo partido informa que o apoio não significa adesão ao PT em um eventual governo de Lula. O objetivo do PSTU é derrotar José Serra, "representante dos ricos e candidato desse governo", mas o partido pretende continuar lutando para "romper com o FMI, a Alca e parar de pagar a dívida externa". Em São Paulo, o PSTU apoiará o petista José Genoino.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo PSTU.
A classe trabalhadora e a maioria do povo explorado do nosso país quer
mudança. Serra é representante dos ricos e candidato desse governo. O PSTU é totalmente contra Serra. Lula veio da classe trabalhadora. A maioria dos trabalhadores vê em Lula a possibilidade de derrotar eleitoralmente Serra e deposita nele a esperança de mudança. Como os trabalhadores acreditam em Lula e, sobretudo, querem a derrota eleitoral de Serra, o PSTU se somará à classe trabalhadora e ajudará a chamar o voto em Lula e a elegê-lo.
O PSTU, entretanto, não acredita que um possível futuro governo Lula vá
mudar a vida do povo sem romper com o FMI, a ALCA e parar de pagar a dívida externa.
Um governo submisso ao FMI e de aliança com a burguesia atacará a classe
trabalhadora.
O PSTU chamará o voto em Lula, mas continuaremos dizendo a verdade para o povo.
A verdade é que o Brasil vive uma crise e que o FMI e os ricos querem jogar o peso da crise sobre os trabalhadores. Nosso país está rumando para a situação da Argentina.
Os trabalhadores, que acreditam que Lula governará em benefício dos
explorados, devem exigir dele que rompa com a ALCA e o FMI, não pague a
dívida externa e invista este dinheiro em emprego, saúde, educação e
moradia.
Vamos ajudar a eleger Lula e a derrotar eleitoralmente Serra, mas fazemos um chamado aos trabalhadores para que não depositem confiança no futuro governo e para que preparem a mobilização popular contra os ataques que o FMI quer nos impor e pela conquista das nossas reivindicações.
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