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A costura de alianças para o segundo turno das eleições revelou nesta semana contradições em muitos Estados. O PPS, partido do candidato derrotado à Presidência, Ciro Gomes, optou pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência, mas apóia candidatos do PSDB e PMDB em quase todos os Estados onde haverá disputa com o PT, com exceção do Distrito Federal.
O próprio Ciro Gomes, que manteve a rivalidade acirrada com Serra no primeiro turno, vai apoiar o tucano Lúcio Alcântara, ao invés do petista José Aírton, no governo do Ceará.
Mesmo no PMDB, que integra a coligação de José Serra (PSDB), há dissidentes. O candidato derrotado ao Senado por São Paulo, Orestes Quércia, e os candidatos aos governos de Santa Catarina e Paraíba, Luiz Henrique da Silveira e Roberto Paulino são alguns dos que já declararam voto em Lula. O presidente nacional da legenda, Michel Temer, se comprometeu esta semana em neutralizá-los.
O PFL, que já vem rachado do primeiro turno, se dividiu nacionalmente entre Serra e Lula. Enquanto a cúpula, liderada pelo vice-presidente Marco Maciel, formalizou o apoio à candidatura do tucano à Presidência, líderes regionais como Antônio Carlos Magalhães (BA) e Roseana Sarney (MA) ficaram com o petista. Outros que apóiam Lula no segundo turno são o vice-governador eleito de Minas Gerais, Clésio Andrade (PFL) e o senador pelo Maranhão, Edson Lobão.
Abaixo, confira os principais apoios fechados na primeira semana depois do primeiro turno:
CE - Lúcio Alcântara (PSDB) x José Airton (PT)
Lúcio tem o apoio do PTB e PSS, inclusive o de Ciro Gomes. Já o petista, tem como aliados o PSB e o PFL-CE. O PMDB, que integra a coligação Grande Aliança, de Serra, está indeciso.
Contradição - Ciro Gomes apóia o candidato tucano no Ceará e Lula para a Presidência. Tasso Jereissati (PSDB) decidiu apoiar Serra por causa de seu candidato ao governo, Lúcio Alcântara.
MS - Zeca do PT (PT) x Marisa Serrano (PSDB)
Zeca tem apoio do PDT, enquanto Marisa Serrano (PSDB) conseguiu se aliar ao PPS e ao candidato derrotado ao governo Moacir Kohl (PDT).
Contradição - O PPS apóia Lula para a Presidência e a candidata tucana.
PB - Cássio Cunha Lima (PSDB) x Roberto Paulino (PMDB)
O PT, PPS, PDT e PC do B são aliados do peemedebista no segundo turno.
Contradição - Tanto Paulino quanto Cássio, que é do partido de José Serra, apóiam Lula para a Presidência da República. O senador Ney Suassuna (PMDB) apóia Cássio e não o candidato de seu partido, Roberto Paulino.
PR - Álvaro Dias (PDT) x Roberto Requião (PMDB)
Contradição - O PT de Lula apóia Requião e vice-versa. O PMDB faz parte da coligação de Serra.
RN - Wilma de Faria (PSB) x Fernando Freire (PPB)
Wilma tem o apoio do PT, PFL e PTB, inclusive o do candidato derrotado ao governo Fernando Bezerra.
Contradição - Wilma conseguiu unir o apoio de partidos como o PT e PFL.
RS - Germano Rigotto (PMDB) x Tarso Genro (PT)
O PDT - que estava aliado ao PPS de Antônio Britto no primeiro turno - decide na segunda-feira o candidato que apoiará na disputa pelo governo do Estado. Apesar de rachado, mostra preferência pelo peemedebista Germano Rigotto, no lugar do petista Tarso Genro.
Contradição - O PDT está com Lula na corrida presidencial. O PMDB, partido de Rigotto, integra a coligação Grande Aliança, de José Serra (PSDB).
SC - Esperidião Amin (PPB) x Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
O peemedebista já conseguiu apoio do PPS, partido do candidato derrotado à Presidência, Ciro Gomes.
Contradição - O PPS optou pela candidatura de Lula para a Presidência e apóia o candidato do PMDB, que integra a coligação de Serra, no Estado. O PPB também apóia o tucano na corrida presidencial.
SP - Geraldo Alckmin (PSDB) x José Genoino (PT)
O PPS está rachado no Estado. Políticos ligados ao presidente regional da sigla, deputado Arnaldo Jardim, apóiam o tucano. Outra ala, liderada pelo presidente nacional do partido, João Hermann, optou por Genoino. O petista conseguiu também o apoio do PL, que no primeiro turno estava com Paulo Maluf.
Contradição - O PPS manifestou apoio formal à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, é grande o número de correligionários do candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes em São Paulo que defende uma dobradinha PSDB-PT no segundo turno.
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