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Presidência
Sexta, 11 de outubro de 2002, 11h47 
José Serra cobra fidelidade de aliados nos Estados
 
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O candidato do PSDB à Presidência, José Serra (SP), cobrou ontem uma participação clara de seus aliados nas campanhas estaduais, sobretudo onde ainda haverá segundo turno. Na reunião conjunta que fez à noite com lideranças políticas do PSDB, PMDB e PFL, no Palácio do Jaburu - residência oficial do vice-presidente Marco Maciel - Serra enfatizou que não aceitará ambigüidades no segundo turno. Mesmo em Estados onde problemas políticos dividem seus partidários, Serra exigiu o apoio explícito do PMDB, PSDB e PFL. "É preciso saber quem está com quem", disse o candidato, segundo relato do senador Geraldo Melo, indicado para coordenar a campanha tucana no Nordeste.

O apoio ostensivo a Serra pelos tucanos ocorrerá nas eleições para os governos de São Paulo, Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul, em que o adversário do PSDB é o PT. No Ceará, contudo, o PMDB ameaça apoiar o candidato petista, José Airton, reforçando o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva no Estado. O PMDB disputará com o PT, por sua vez, no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, oferecendo os palanques de Joaquim Roriz e Germano Rigotto, respectivamente, ao candidato tucano.

No entanto, há dificuldades entre os aliados de Serra na montagem dos palanques no Rio Grande do Norte, Rondônia, Paraíba, Sergipe e em Santa Catarina. No Paraná, o candidato tucano está buscando o apoio do PDT que concorre ao governo estadual com o senador Álvaro Dias, expulso recentemente do PSDB. A expectativa é de que o senador Roberto Requião, do PMDB, reafirme seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. O PFL paranaense deve assumir uma posição neutra no Estado, mas nacionalmente ficará com Serra. O candidato do PSDB quer uma definição de seus aliados peemedebistas em Santa Catarina. Caso o candidato Luiz Henrique opte pelo apoio a Lula, Serra já informou ao presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que subirá no palanque de Esperidião Amin, do PPB.

O candidato tucano pretende apoiar o PPB no Rio Grande do Norte, mas o PFL no Estado, liderado pelo senador José Agripino, já avisou a Serra que vai apoiá-lo na corrida presidencial mas que, no Estado, ficará com a candidata Wilma Faria (PSB). Ela subirá no palanque de Lula. O candidato tucano quer evitar esse tipo de situação em que o partido adotará uma posição diferente da estadual.

É o caso também de Sergipe. O governador Albano Franco, do PSDB, disse que o partido está dividido entre os candidatos João Alves, do PFL, e José Eduardo Dutra, do PT. "Não é admissível que os aliados se agrupem ao esquema político de Lula nos Estados", observou o senador Geraldo Melo.

A base aliada de Serra está dividida também na Paraíba, onde PMDB e PSDB disputam o governo estadual. Os peemedebistas estão rachados: o grupo do senador Ney Suassuna está com Serra e do governador Roberto Paulino que disputa a reeleição optou por Lula. O PSDB disputa com o PFL em Rondônia com as candidaturas de Ivo Cassol e José Bianco.
 

Tribuna do Norte