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Na disputa pelas alianças no segundo turno, o PT conquistou mais um apoio hoje, o do PTB, que estava na chapa da Frente Trabalhista (PPS, PDT e PTB) com o candidato derrotado Ciro Gomes. Do lado do PSDB, a ala evangélica da Assembléia de Deus garantiu que está com José Serra.
Na guerra de hoje, a Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil - ministério de Madureira, assumiu oficialmente a candidatura do tucano. Serra esteve reunido com o pastor Manoel Ferreira, candidato ao Senado pelo PPB do Rio e líder da Assembléia de Deus.
O PT contra-ataca. O partido espera que o Bispo Rodrigues, deputado reeleito pelo PL do Rio e líder da Igreja Universal, seja o principal nome na reunião que o presidenciável faz amanhã com os evangélicos. O PL, apesar da aliança oficial com Lula no primeiro turno, viu sua ala carioca na propaganda de Garotinho. Além de Rodrigues, o senador eleito Marcelo Crivella também dará apoio ao petista.
Já o PTB que estava indeciso, depois de uma reunião recomendou o voto em Lula no segundo turno. De acordo com o candidato a vice-presidente pela Frente Trabalhista, Paulo Pereira da Silva, a postura de Serra no primeiro turno foi muito decisiva para esta tomada de posição do partido.
"O Serra foi muito ruim. Tratou muito mal o PTB", disse Paulinho, que ainda revelou que a Força Sindical, presidida por ele, será oposição ao governo caso Serra seja eleito.
Ontem, o PSB de Anthony Garotinho já havia dado o apoio a Lula. Hoje, o partido confirmou a tendência na reunião da Executiva Nacional. Miguel Arraes, presidente da sigla, disse que o apoio é incondicional. "Não há exigência nenhuma", afirmou Arraes.
Lula também recebeu o apoio do PMDB mineiro, apesar de o partido estar oficialmente ligado ao adversário tucano. O presidente do partido no Estado, Saraiva Felipe, disse que irá aos 853 diretórios e aos 238 prefeitos do partido em Minas Gerais, orientando o voto em Lula.
O apoio deve vir também do candidato peemedebista derrotado na eleição ao governo, Newton Cardoso. Além de Minas, os diretórios estaduais do partido em Goiás e Paraná decidiram apoiar Lula, seguindo na direção contrária do presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que ontem disse que iria tentar neutralizar o apoio ao petista dentro do próprio partido.
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