| Veja também |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
O PPB deve formalizar hoje o apoio ao candidato governista José Serra, durante reunião da bancada federal do partido em Brasília. A adesão à campanha Serra pode, no entanto, ficar manca se o presidente da sigla, Paulo Maluf, insistir nas divergências com o PSDB.
"Estamos tentando chegar a um acordo com toda a bancada para fazer o entendimento com o senador José Serra e formalizar o apoio à sua candidatura", disse à Reuters nesta terça-feira o presidente em exercício do PPB, o deputado por Pernambuco Pedro Corrêa.
Maluf acabou alijado da disputa pelo governo de São Paulo, que será resolvida no segundo turno entre o tucano e governador Geraldo Alckmin e o petista José Genoíno. Esse desfecho pode facilitar a adesão de Maluf à candidatura de Serra já que Alckmin iniciou uma aproximação com o ex-candidato, segundo Corrêa.
No primeiro turno, o PPB deu apoio informal à coalizão governista (PSDB-PMDB) devido à desagregação liderada por Maluf, que declarou, à época, que o petista Luiz Inácio Lula da Silva teria seu voto.
"Vamos conversar com o ex-governador Paulo Maluf para que ele acompanhe o sentimento da bancada. Já não temos problema com os outros companheiros", acrescentou Corrêa, lembrando que Serra recebeu apoio de 23 dos 27 diretórios estaduais no primeiro turno.
Serra participará da reunião com a bancada federal do PPB, que contará ainda com a presença dos deputados recém-eleitos.
O ex-ministro e deputado federal Francisco Dornelles (PPB-RJ) representou o partido em reunião com Serra e lideranças do PSDB, PMDB e PFL na tarde desta terça-feira. Dornelles não chegou a participar da entrevista à imprensa. Segundo assessores, o deputado saiu do encontro com a missão de convencer correligionários.
"Ficou acertado que ontem à noite o ministro Dornelles teria uma conversa com o Maluf para garantir que o partido chegue unido na reunião", afirmou Corrêa, que não descarta uma adesão do ex-governador.
"Ele é um homem de partido, sempre é um homem que segue seu partido. Eu já conversei com ele por telefone. Sabemos que os tucanos são grandes adversários dele, mas se ele não se juntar vai ser dissidente", acrescentou.
Não se sabe ainda se o ex-governador estará presente à reunião ou se Dornelles será seu porta-voz. "Ele ainda está na refrega do primeiro turno, está cansado. Ele não é nenhum menino, tem 72 anos, não sabemos se ele vai estar conosco."
Corrêa enfatizou que o apoio dos deputados federais do partido a Serra será feito com ou sem o ex-governador. "Eu vou fazer campanha para José Serra. Pretendo visitar todos os Estados com ele. Acredito que a decisão vai ser pela totalidade de apoiar o Serra", disse.
|