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A Executiva Nacional do PFL decidiu apoiar o candidato José Serra, do PSDB, no segundo turno da disputa pela Presidência da República. No primeiro turno, o partido tinha apoiado a candidatura de Ciro Gomes, do PPS, apesar de não participar da coligação oficialmente.
O PFL liberou os líderes regionais para apoiarem quem quiserem, mas colocou como objetivo convencer quem tem mostrado inclinação para apoiar o petista Luiz Inácio Lula da Silva, como o ex-senador Antônio Carlos Magalhães e à ex-governadora Roseana Sarney, a fechar apoio a Serra.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, disse que não acredita que a decisão vá dividir o partido, mas apenas dará liberdade e "amplitude" às decisões. Ele não respondeu se trabalhará na campanha de Serra. "Vou voltar para Santa Catarina e trabalhar pela candidatura de (Esperidião) Amin", disse.
O vice-presidente Marco Maciel reafirmou a postura do partido de respeitar as diferenças regionais. Para Maciel, que vai representar o partido junto à candidatura de Serra, essa decisão "põe o partido certo na sucessão presidencial".
"A candidatura de Serra é a que guarda maior proximidade programática com a do PFL. Fizemos uma opção que é coerente com as tomadas em 94 e 98 contra o mesmo candidato", acrescentou.
Roseana e ACM não compareceram à reunião. O ex-presidente da CNT Clésio Andrade, eleito vice-governador na chapa do mineiro Aécio Neves, engrossou o coro dos que pretendem apoiar Lula. "Eu vou ficar com Lula e pronto", disse Andrade ao sair da reunião.
No dia anterior, o senador Edisom Lobão (PFL-MA) também já tinha declarado seu apoio ao candidato petista. No próximo dia 31, após o segundo turno, o PFL volta a se reunir para decidir que posição tomará em relação ao novo governo, seja ele de Lula ou de Serra
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