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O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que pretende fazer alianças no segundo turno para enfrentar José Serra. "As alianças serão negociadas pelo partido, e não pelo candidato", disse Lula, que afirmou que elas podem ser tanto em cima de programa quanto de participação no mandato, caso ele seja eleito.
Além do programa do partido, Lula conta com alianças para enfrentar José Serra (PSDB). O candidato já planeja encontros com Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB). "Se nós continarmos juntos, eles subirão em meu palanque com certeza", afirmou. O presidente nacional do PT, José Dirceu, disse que marcou conversas com Miguel Arraes, Itamar Franco e Leonel Brizola: "Vamos organizar as oposições para fazer com que os 76% de eleitores que votaram em Garotinho e Lula estejam juntos no segundo turno".
Lula se mostrou confiante para a disputa do segundo turno. "Nós só adiamos a vitória. Resolvemos adiantar a divulgação dos resultados em mais 20 dias porque o José Alencar gosta muito de fazer campanha", brincou Lula em sua primeira entrevista coletiva após o primeiro turno das eleições. O petista não acredita num possível desânimo da militância e comemorou o aumento de tempo no horário eleitoral gratuito: "Se com 5 minutos na televisão já conseguimos tudo isso, imagine com 10".
Lula disse que pretende acalmar o mercado "fazendo com que o modelo econômico brasileiro se torne um modelo econômico produtivo", e garantiu que o PT não é dividido entre ala xiita e não-xiita: "Quando discutimos algo e tomamos a decisão, todo mundo acata". Ele também falou sobre a sua posição em relação à crise na Argentina: "Faremos tudo o que for possível para ajudar a Argentina a recuperar sua economia porque ela é um parceiro importante", afirmou. Lula, no entanto, não quis adiantar nomes para o seu possível mandato: "Não dá para indicar a equipe econômica antes de ganhar. Depois que eu ganhar eu posso indicar a equipe inteira", disse.
O candidato destacou três momentos que ele considerou marcantes na campanha. "O primeiro foi o encontro em Olinda quando decidimos as diretrizes de nossa campanha. O segundo foi a contratação de Duda Mendonça para cuidar do marketing, pela qual sofremos muitas críticas. O terceiro momento foi quando colocamos José Alencar como vice de nossa chapa", disse o petista, que considerou o esforço válido: "Colhemos a maior vitória que um partido de esquerda conseguiu no nosso continente".
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