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O presidenciável Anthony Garotinho (PSB) disse que é favorável à suspensão imediata da negociação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), para "garantir às empresas que elas vão sobreviver". Segundo o candidato, ingressar na Alca hoje seria uma "anexação". O Brasil ainda precisaria fazer uma reforma tributária e diminuir a taxa de juros para ingressar numa área de livre comércio em condições de competir.
Garotinho afirmou que o papel do Brasil na economia internacional é não só reconstruir o Mercosul, que "Fernando Henrique, De La Rúa e outros destruíram", mas também agregar os outros países da América do Sul. Desta maneira, o grupo de países teria condições de negociar não só com a Alca, mas com a União Européia e outros grupos de países. "Isso aqui não é quintal de ninguém, temos que ser respeitados enquanto nação", disse o candidato.
Garotinho afirmou que, se for eleito, adiará o fechamento do acordo, previsto para 15 de fevereiro. "O [presidente dos Estados Unidos, George W.]Bush vai entender muito bem, porque ele também defende os interesses de seu país".
Em relação à política externa, Garotinho afirmou que defende uma política não-intervencionista, de paz absoluta sempre que possível, e disse que a política de Bush é "equivocada". Se eleito presidente, Garotinho aceitaria participar do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), dependendo dos objetivos desse convite.
Garotinho disse que é contrário ao Brasil intervir na política colombiana para tentar acabar com a guerra civil. "Se eles não estão conseguindo resolver, isto é problema da Colômbia". Para o candidato, o papel do Brasil é não deixar a guerrilha passar a fronteira brasileira.
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