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Presidência
Quarta, 25 de setembro de 2002, 21h12 
Garotinho admite ter superestimado números de moradias
 
Eva Mothci
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O presidenciável Anthony Garotinho (PSB) admitiu hoje, em entrevista ao Jornal Nacional, que superestimou os números de construção de moradias na sua gestão no governo do Rio. Os dados foram levados ao ar no programa eleitoral gratuito. Garotinho foi questionado sobre o assunto logo no começo da entrevista.

O candidato admitiu que seu programa eleitoral na TV veiculou a informação equivocada de que 500 mil pessoas teriam sido beneficiadas pelo programa de moradia no Rio. "O número é em torno de 300 mil pessoas beneficiadas pelo programa habitacional".

Garotinho reforçou ainda sua promessa de aumentar o salário mínimo para R$ 280: "Estou aqui, hoje, no Jornal Nacional, assumindo um compromisso de elevar, em maio de 2003, o salário mínimo para R$ 280."

Respondendo às perguntas enviadas pelos telespectadores, Garotinho garantiu a recomposição salarial para o funcionalismo público federal. "Não gosto de prometer com data marcada, mas será durante o meu mandato", assegurou.

O presidenciável do PSB disse ainda ser contra a lei de união civil de homossexuais e o aborto. Para o candidato, a eutanásia em pacientes mantidos vivos exclusivamente com o auxílio de aparelhos não é aceitável porque "não podemos arbitrar sobre a vida".

A partir das 22h, Garotinho deu entrevista de 20 minutos à GloboNews, na qual declarou que pedirá o adiamento da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Segundo o candidato, "negociar é uma coisa, simplesmente aceitar as condições como elas são impostas é suicídio". O candidato afirmou que são necessárias condições isonômicas.

"Ou será que mais uma vez o governo dos EUA cobrará de nós posições que ele próprio não toma?" Garotinho acha que um País governado pelo mercado "simplesmente se esfacela". Disse também que "precisamos de um banco central que defenda os interesses do país como um todo", afirmando que não manteria Armínio Fraga na direção do BC. "Nosso Banco Central só tem representantes do sistema financeiro", disse o candidato.
 

Redação Terra