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Anthony Garotinho (PSB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram dois extremos no debate marcado pela troca de acusações na TV Record: o candidato do PSB atacou a todos e o petista preferiu se isentar do bate-boca.
Garotinho se colocou, ao longo de todo o debate, como o único verdadeiramente isento. "Um é o candidato do governo, apadrinhado do presidente, outro é ligado à velha oligarquia. E o outro, o candidato de esquerda, cedeu agora à oligarquia de José Sarney e aos empresários", disse, em alusão a José Serra (PSDB), Ciro Gomes (PPS) e Lula, respectivamente. "Eu sou o único candidato realmente livre para fazer as mudanças de que o Brasil precisa", afirmou. Os assessores de Ciro vibravam a cada ataque que Garotinho fazia a José Serra e ao atual governo.
Lula, apesar de questionado por Garotinho e, em uma das perguntas do debate, por Serra - sobre as mudanças de posicionamento do PT -, ficou de fora dos bate-bocas mais quentes do programa. Seus assessores estavam tranqüilos ao longo de todo o debate, comemorando seu desempenho. Diferentemente dos assessores do PSDB, que ficaram mais tensos a cada vez que o governo Fernando Henrique e "o candidato do governo, com capanha milionária, cheia de artistas" - como se referiram os três opositores a Serra - eram citados.
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