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Um currículo de mais de 20 páginas, que inclui um mestrado na Universidade Cornell, dos Estados Unidos, um doutorado em psicologia pela Universidade de São Paulo e o cargo de docente da Universidade Estadual de Campinas é o que Monica Allende Serra tem a apresentar para quem quer detalhes de sua biografia profissional.
Monica e José Serra se conheceram no Chile nos anos 1960, quando ele estava exilado. "Conheci o Serra em uma festa, quando eu participava de um projeto chamado Arte para Todos", lembrou Monica, ex-primeira bailarina do Balé Nacional de seu país, em entrevista à Reuters.
Os dois acabaram se casando no país, onde nasceram Verônica e Luciano, hoje com 33 e 29 anos, respectivamente, mas tiveram que deixá-lo em 1974, com o golpe militar de Augusto Pinochet e a queda do presidente socialista Salvador Allende, um parente distante de Monica.
Ela saiu do Chile sozinha, passou pela Argentina, Itália e chegou aos Estados Unidos com os dois filhos pequenos no colo. "Eu não sabia se Serra sairia do Chile ou continuaria vivo". O casal acabou se reencontrando nos Estados Unidos, onde permaneceu até o final dos anos 1970. Em 1978, Monica acompanhou Serra na volta ao Brasil.
A psicoterapeuta está com Serra há mais de 30 anos e sempre observou de longe o marido na política. Com projetos ligados à arte, Monica explica que falta tempo para se dedicar mais à campanha pró-Serra. Seu projeto mais conhecido foi a fundação da ONG Arte Sem Fronteiras em 1996, que promove a integração cultural entre os países da América Latina.
Caso Serra seja eleito, Monica diz não pretender se intrometer demais nas questões do governo. "Não sei o que vou querer depois, mas vou me intrometer naquilo que eu tiver competência'', explica.
Para ela, se puder manter no cargo o exemplo da atual primeira-dama, Ruth Cardoso, já terá conquistado um grande objetivo. ``Ela mudou o significado e o respeito dado atualmente à figura de primeira-dama. Ela dignificou o cargo'', acrescenta. ''Seria uma honra manter toda essa dignidade.''
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