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Presidência
Segunda, 5 de agosto de 2002, 01h24 
Como foi o debate entre os presidenciáveis minuto-a-minuto
 
Rogério Lorenzoni/Redação Terra
O estúdio 1 da TV Bandeirantes ficou lotado
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Confira a seguir como foi o primeiro debate entre os presidenciáveis, minuto-a-minuto:

20h28 - O candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, chega aos estúdios da Bandeirantes, em São Paulo, onde será realizado o primeiro debate entre os presidenciáveis.
20h36 - José Serra (PSDB) chega à Bandeirantes para o debate das 21h30 na emissora de TV. Ele não consegue sair do carro, devido ao grande número de militantes de diversos partidos no local.
20h41 - O Partido da Causa Operária (PCO) entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de liminar para que o seu candidato à Presidência, Rui Costa Pimenta, possa participar do debate com os presidenciáveis, promovido pela Rede Bandeirantes hoje, às 21h30.
20h46 - O candidato do PSDB, José Serra, entra nos estúdios da Bandeirantes.
20h55 - O candidato do PPS, Ciro Gomes, chega aos estúdios da Bandeirantes. Ele está acompanhado da atriz Patricia Pillar, sua mulher.
20h57 - O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chega ao estúdio da Bandeirantes, em São Paulo, e também tem dificuldade para passar pela multidão, a exemplo do que ocorreu com os demais presidenciáveis.
21h18 - O ministro Peçanha Martins, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou há pouco o pedido do candidato do Partido da Causa Operária (PCO) à Presidência, Rui Costa Pimenta, que queria participar do debate promovido pela Rede Bandeirantes.
21h26 - Militantes dos quatro candidatos que farão o primeiro debate agitam bandeiras e gritam no lado de fora do prédio da TV Bandeirantes em São Paulo. Policiais militares garantem a segurança para evitar atritos entre os cabos eleitorais.
21h28 - A platéia no estúdio onde será travado o debate está lotada. São assessores que querem estar próximos dos candidatos e jornalistas que fazem a cobertura do programa.
21h30 - Começa o programa.
21h32 - A ordem de participação dos candidatos foi definida em sorteio: primeiro Ciro Gomes (PPS), José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O primeiro bloco será com perguntas da TV Bandeirantes aos presidenciáveis.
21h34 - A mediadora do primeiro debate dos presidenciáveis, Márcia Peltier, abre o encontro com as regras do programa.
21h38 - O primeiro tema a ser respondido pelos quatro presidenciáveis é sobre desemprego. Cada um terá dois minutos e meio para responder. Quais são as medidas reais e concretas para serem tomadas pelo próximo presidente para gerar empregos?
21h40 - O candidato Luiz Inácio Lula da Silva fala que o tema é um dos seus principais itens de governo. Pretende criar mais vagas impulsionando as exportações, investimentos em micro e pequena empresa e na agricultura. Promete gerar 10 milhões de vagas.
21h43 - O próximo a responder é Anthony Garotinho. Diz que o modelo econômico atual priorizou o sistema financeiro. Garotinho diz que é preciso mudar o atual ciclo e que é absurdo que os bancos tenham lucros astronômicos e as empresas médias tenham queda em ganhos. Nas grandes cidades, não há esperança. É necessário uma reforma tributária para impulsionar a produção e exportações.
21h46 - José Serra diz que o compromisso esssencial de seu governo será crescer as oportunidades de trabalho e emprego, questão fundamental nos próximos anos junto com segurança e crime. Mas para isso tem de manter a estabilidade, porque "senão desarranja tudo". Serra defende o modelo de substituição das importações e juros menores. O tucano promete a redução dos juros e dar força para setores que mais empregam, como a agricultura familiar e o turismo, além de mais qualificação e incentivo à contratação de jovens.
21h48 - Ciro Gomes diz que não se combate falta de emprego "com conversa fiada". Hoje, há 11 milhões de desempregados. Só há emprego com investimento. Defende reforma tributária que elimine impostos na produção e salários e se financiar nos impostos sobre consumo. Previdência com regime de capitalização público e que prepare a uma transição a um regime com poupança via investimento.
21h50 - Termina o primeiro bloco do debate entre os quatro principais presidenciáveis.
21h51 - No primeiro bloco, Lula, José Serra, Ciro Gomes e Anthony Garotinho responderam sobre as suas propostas para gerar empregos no País.
21h54 - A mediadora Márcia Peltier apresenta as regras do segundo bloco: pergunta de candidato para candidato. Pergunta em 30 segundos. Ciro pergunta para Garotinho.
21h55 - Ciro pergunta sobre a proposta de educação de Garotinho. O ex-governador do Rio diz que o investimento em educação é base para sociedade e aposta em mais recursos para o Ensino Médio, quer criar fundo de desenvolvimento para o ensino médio e também para as universidades.
21h58 - Na réplica de Ciro Gomes, o candidato diz que a educação deve ser vista além de seis anos e com fundo para impulsionar o ensino desde pré-escola e uma reforma para dar maior autonomia à universidade pública. Garotinho desfila suas obras à frente do governo do Rio e defende que a prioridade seja a educação e não pagamento de juros.
22h01 - José Serra pergunta a Lula: qual a posição do petista sobre um novo acordo com o FMI. Lula não quis discutir um acordo, acha que deve-se olhar as necessidades do País para não ser tão dependente de recursos internacionais. O acordo deve ser a longo prazo. O presidente FHC deve ilhar para os 170 milhões de brasileiros. O petista defende que o governo poderia mandar ao Congresso um projeto de mini-reforma tributária.
22h02 - José Serra, na sua réplica, diz que é favorável a um novo acordo porque dá tranqüilidade e melhora segurança econômica. Mas é favorável a medidas de curto prazo.
22h03 - Lula, na sua tréplica, lembra que o PT e outros partidos apresentaram proposta de mini-reforma tributária. Listou ainda que a Petrobras levanta recursos para construir plataformas no exterior.
22h06 - Anthony Garotinho pergunta a Serra sobre a dispensa de recrutas do Exército. Serra diz que é candidato do seu governo, do governo José Serra. O tucano diz que ter dinheiro para fortalecer as Forças Armadas precisa haver crescimento e defende incentivo ao Ensino Médio. Ele propõe que universidades façam cursinhos pré-vestibular gratuito à classe mais baixa para evitar a busca de alternativas como o serviço militar. Oferecer ao jovem esperança de melhor ensino.
22h07 - Garotinho ironiza a resposta de Serra dizendo que ele não quer assumir que é o candidato do atual governo.
22h08 - Serra replica que é apoiado por FHC, que é seu amigo, e que nunca escondeu suas posições sobre as questões fundamentais do País.
22h11 - Lula pergunta para Ciro sobre a proposta do candidato da Frente Trabalhista para a Previdência. Ciro diz que é inaceitável o rombo no setor e propõe modelo novo de capitalização: arrecadar gradualmente do faturamento líquido das empresas para depois aplicar os recursos em fundos de investiemtnos para movimerntar a economia e garantir ganho para repassar aos aposentados. O modelo exige transição.
22h13 - Lula, na sua réplica, lembra que é fundamental a economia voltar a crescer para gerar mais empregos e defende sistema único de previdência entre público e privado para garantir piso mínimo. Ele lembra que há 14 milhões de aposentados que ganham salário mínimo e diz que, num sistema de capitalização, este grupo não poderia pagar. Ciro garante que o seu modelo não exclui os aposentados com piso. A saída, diz Ciro, é inserir na arrecadação quem hoje não paga.
22h14 - Termina o segundo bloco do primeiro debate na TV Bandeirantes. A próxima rodada será de perguntas de jornalistas aos candidatos.
22h20 - Começa o terceiro bloco quando os jornalistas farão perguntas aos candidatos. A resposta será dada por um dos participantes por meio de sorteio.
22h21 - O diretor de Redação do Jornal do Brasil, Augusto nunes, pergunta sobre insultos éticos entre políticos: Ciro Gomes foi o sorteado. Lula fará o comentário.
22h22 - Ciro fala que mesmo depois de insultos há casos históricos de reconciliação e cita exemplos da Revolução Farroupilha, do Chile e da Espanha. A conciliação é tradição da política, preservando o interesse nacional.
22h24 - Ciro admite que está agüentando insultos e ataques para conseguir celebrar pacto nacional, que é o que o Brasil precisa. Lula, em seu comentário, diz que há limite ético numa aliança, porque vai comprometer a construção do governo. O petista condena a regra da vertizalização que instaurou uma prostituição nas alianças.
22h25 - Ciro Gomes garante que é claro a ética nas alianças e reforça que o interesse nacional dá o limite aos acordos.
22h29 - José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes, faz sua pergunta: lembra que credibilidade do governo é fundamental. Sua pergunta: Qual o mínimo de garantia que o candidato oferece que não vai mexer nas contas dos brasileiros? Lula é sorteado para responder. O petista diz que o governante tem de oferecer segurança para o país e para a comunidade internacional que não vai tomar medidas que ferim a estabilidaee interna, como promover privatizações que acabaram redundando em enorme dívida. Suas propostas: cooperativa de crédito e fundo de pensão, dois mecanismo s para aumentar a poupança interna e que dariam garantia que ninguém teria de mexer em poupança de brasileiros, lembrando o que ocorreu em 1990.
22h31 - Serra, que faz o seu comentário, diz que é fundamental os candidatos garantirem que não farão confisco e diz que é terrorismo dizer que a dívida é impagável. Serra diz que o passivo é bem administrável e não precisa seqüestrar poupança.
22h34 - O jornalista Fabio Pannunzio faz sua pergunta: o que o candidato pretende fazer para diminuir desigualdades no País. Anthony Garotinho, sorteado para dar a resposta, diz que as desigualdades são fruto de subserviência das elites que permitiram uma política de dependência. Garotinho diz que só um modelo econômico soberano pode alterar a situação. O ex-governador do Rio diz que o atual governo promoveu transferência de ganhos para setor financeiro e diz que faltou recursos para setores sociais.
22h36 - Ciro Gomes foi indicado para o comentário. Ciro defende que não é só distribuir renda que garante crescimento e que tem de ter política de salário mínimo, participação de trabalhadores nos lucros das empresas, reforma agrária com crédito e tecnologia aos pequenos. Garotinho promete salário em R$ 280. "É questão de decisão política."
22h39 - O jornalista Hélio Campos Mello, da Revista IstoÉ, pergunta a José Serra: a fraca performance até agora nas pesquisas é atribuída a quê? Serra diz que, se alguém na vida foi perseguida, foi ele mesmo, que já esteve no exílio 13 anos. O tucano diz que a conduta quando surge algo contra algum candidato é de "pega ladrão". "As coisas erradas que acontecem devem ser respondidas pelos envolvidos".
22h40 - Serra defende que se discuta tese e propostas de campanha. "Chega de pega ladrão".
22h43 - Garotinho, que faz o comentário, pede que os eleitores olhem nos olhos dos candidatos e que a Polícia Federal será para prender traficantes e não para bisbilhotar a vida alheia. Serra retrucou que a polícia do Rio não prendeu traficantes e por isso a PF teve de agir. A platéia reagiu com aplausos à resposta, o que gerou um burburinho. A mediadora Márcia Peltier teve de pedir às pessoas que se comportassem.
22h47 - As respostas dos candidatos geram reação no público. O publicitário Nizan Guanaes questiona o fato de que José Serra teve a única pergunta feita com direcionamento específico no bloco. Antes, os jornalistas faziam a questão e num sorteio era definido quem iria responder.
22h49 - Nos intervalos dos blocos do debate, apenas Ciro Gomes não é cercado por assessores. Na semana passada, o candidato assumiu o comando de sua campanha com a saída do deputado José Carlos Martinez envolvido em irregularidades de um empréstimo obtido de PC farias.
22h52 - No quarto bloco, José Serra questiona se Anthony Garotnho cumprirá a Lei de Responsabilidade Fiscal. Garotinho diz que deixou o governo do Rio com dinheiro no caixa. "Se a eleição fosse no Rio, estaria eleito." Serra lembra que o PSB foi á Justiça contra a lei que coloca limites aos gastos e que Garotinho teve um governo com muito dinheiro, como o caixa com as royalties. O tucano diz que Garotinho deixou mais contas a pagar que caixa.
22h53 - Garotinho nega e diz que Serra não falou a verdade e que deixou R$ 1,3 bilhão no caixa. "O governo está deixando o que para nós?" A platéia novamente reage com um riso rápido.
22h54 - Ciro pergunta a Lula sobre blocos regionais entre os países. O petista garante que vai fortalecer os blocos e que buscará mais parcerias como a China e Japão, por exemplo.
22h57 - Lula adota um tom amistoso com Ciro Gomes. Antes de fazer sua tréplica, introduz a resposta sobre a sua política de valorização dos produtos nacional no Exterior com "não é Ciro".
22h59 - Lula pergunta a José Serra sobre os números de desemprego. Serra lembra que foi contra a abertura da economia com redução de alíquota para importação, que atingiram o setor automotivo e diz que Ciro Gomes, como ministro da Fazenda à época esteve à frente desse processo. Isso provoca uma reação irritada do candidato da Frente Trabalhista. O tucano diz que precisa estratégia econômica que indique exportar mais e substituir exportações.
23h01 - Na platéia lotada dentro do estúdio da TV Bandeirantes, cerca de 300 pessoas se acomodam como podem. Senadores e deputados chegam a se sentar no chão para não perder nenhum lance do debate.
23h04 - Ciro Gomes queria direito de resposta e Márcia Peltier disse que não levaria porque não foi agredido. A platéia, provavelmente apoiadores de Ciro, reagiu com lamentos. Márcia pediu, pela quarta vez na noite, que a platéia não se manifestasse.
23h06 - Garotinho questionou Ciro Gomes se garantiria que não tomaria nenhuma medida autoritária. Ciro usou o tempo de resposta para dar sua explicação já que não teve direito de resposta. Justificou que foi chamado em 1994 pelo governo Itamar Franco com a saída de Rubens Ricúpero. Ciro não conseguiu concluir a explicação.
23h09 - Garotinho pergunta a Ciro se ele não se frustraria em ver tantos ex-integrantes do governo FHC e da ditadura militar na sua aliança. Ciro diz que talvez seja vergonhoso usar da fé para angariar votos e disse que tem orgulho de atrair suas aliados. Garantiu que ele vai mandar num eventual governo, mas que saberá ouvir a verdade. "Tenho um projeto, uma estratégia, não vou vender a alma para ser presidente".
23h16 - José Serra questiona de Ciro Gomes como vai financiar a alta do salário mínimo. Ciro diz que o problema do câmbio é uma criação de oito anos de governo FHC.
23h20 - Serra diz que Ciro falta com a verdade. Na época em que Ciro foi ministro o salário era de US$ 82 e não de US$ 100. O tucano mostrou reportagens da época que Ciro indicou que não seria viável pagar US$ 100. O candidato da Frente Trabalhista dise que não é poesoa de faltar com verdade e disse que não há incoerência na sua gestão. Na épocam, teria sido ministro entre setembro e dezembro, fora da data base de erajsutar salário mínimo é maio e acusa Serra de desonestidade intelectual. O tucano conseguiu direito de resposta e reforçou que Ciro falou que não poderia pagar salário de US$ 100 em 1994. Numa reportagem recente, Ciro teria dito que em 1994 não deixou o brasileiro sem mínimo de US$ 100. Serra ainda acusou ]ciro de mentir ao dizer que fundou o PSDB. "Ele entrou um ano depois".
23h23 - Garotinho perguntou a Lula se não foi longe demais em se aliar a Orestes Quércia. Lula disse que não fez aliança porque Quércia lançou candidato próprio e aproveitou para dizer que queria ter feito aliança com o PSB e com Ciro para a sucessão. O petista ainda lembrou que Garotinho apareceu em foto com Paulo Maluf, indicando um possível apoio.
23h26 - Garotinho disse que seu partido se manteve puro. "Não quero ganhar eleição a qualquer preço e sim para mudar o Brasil". Lula reagiu, na sua tréplica, que se a candidatura de Garotinho continuar tão pura vai virar vinho e a prova disso é que tem candidato a governo do PSB abandonando a candidatura". A platéia voltou a rir e Márcia Peltier voltou a pedir silêncio.
23h28 - Ciro Gomes questionou de Serra onde foi parar o dinheiro de privatização. Serra disse que não quer esconder nada e sugeriu que Ciro é incoerente listando supostos erros em dados sobre inflação no seu período como ministro da fazenda em 1994.
23h31 - Ciro, na sua réplica, cobrou a resposta sobre os recursos arrecadados com a privatização e acusou Serra de fazer ofensas. Ciro ainda garantiu que cumpriu medidas em 1994 seguindo orientação do governo itamar e tinha na sua equipe Pedro Malan, atual ministro de FHC. Serra teve sua tréplica e indicou contradição nas declarações de Ciro.
23h35 - Lula questionou de Garotinho seu programa para o comércio exterior. Garotinho aproveita a resposta para retrucar que o PSB não recusou aliança e disse que a campanha sofre de "direitização". "Já fui seu eleitor." O ex-governador do Rio disse que certos apoios ele não quer. "Antes só do que mal acompanhado." Lula, na sua réplica, disse que Garotinho não falou de política para o comércio exterior e desfilou suas críticas a ações do governo que indicam investimentos brasileiros no exterior em vez de serem feitos no Brasil. Garotinho voltou a bater na tecla das alianças: "todo mundo quer ser bonzinho e fazer alianças com todo mundo. Quero ganhar limpo".
23h36 - Márcia Peltier informou, antes de encerrar o quinto bloco, que a produção do debate ia rever o trecho em que Ciro Gomes pediu direito de resposta e teve negado. Ciro alegou ter sido ofendido por José Serra. 23h42 - O último bloco do debate começa. Ciro Gomes ganhou direito de resposta. Ciro se explicou sobre o convite para ser ministro da Fazenda, em 1994, depois da saída de Rubens Ricúpero. O candidato da Frente Trabalhista disse que rompeu com FHC que teria jogado na lata de lixo a agenda do Plano Real em 1998 para conseguir a reeleição.
23h45 - Saudação final de Ciro Gomes: agradeceu à rede de televisão, aos candidatos e aos brasileiros e disse que se despede com confiança e entusiasmo que sabe das riquezas (terras, biodiversidade) e espera dar resposta a brasileiros e elogiou a diversidade cultural do País. Listou números como alto desemprego e déficit habitacional.
23h48 - José Serra repetiu que se orgulha do apoio de FHC e pediu união para evitar que volte a inflação e o atraso. Serra pediu união e disse que de outro lado (adversários) que tem apoio de quem usa nova roupagem e quer se perpetuar no poder. Serra disse que propõe mudança no País. "O Brasil mudou muito, mas precisa mudar na vida de cada pessoa e família".
23h52 - Anthony Garotinho aproveitou sua última manifestação e negou que esteja usando a Igreja para conseguir se eleger. "Tenho minha fé e sou professor de escola bíblica". O ex-governador condenou novamente as alianças e listou sua experiência como administrador. Garotinho se disse vítima de uma campanha "sórdida" que estaria sendo arquitetada há 60 dias e que fala em renúncia. "Sou candidato de campanha humilde, não tenho dinheiro de bancos e nem me reúno na calada da noite com banqueiros".
23h54 - Lula lamentou na sua manifestação final que temas como segurança, violência e falta de moradia não tiveram discussão no debate. Lula disse que se sente honrado de ter um vice como José de Alencar e garantiu que o Brasil não quebra e nem vai quebrar "Só se os governantes forem fracos". Os aplausos foram repetidos e a mediadora pela última vez pediu silêncio.
23h56 - Termina o debate dos quatro principais candidatos a presidente. O diretor da TV Bandeirantes, Fernando Mitre, opinou que houve a apresentação de propostas dos presidenciáves. Cada um se manifestou 17 vezes.
23h56 - José Serra disse que o debate foi importante mas que faltou discutir mais propostas sobre segurança e saúde.
23h58 - No final do debate, o candidato José Serra foi o mais disputado pelos jornalistas. Garotinho foi o menos assediado. 23h59 - Anthony Garotinho comentou no final sua resignação por apontarem sua candidatura como a mais pobre e considerou o debate muito bom.
 

Redação Terra