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Ao chegar ao encontro de partidos políticos aliados ao novo governo federal, o governador reeleito de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB) afirmou que o novo presidente precisará de tempo para rever os contratos de dívida dos estados com a União. O governador defendeu a trégua, mas fez questão de afirmar que a renegociação deve ser feita para diminuir os níveis de comprometimento dos estados com o pagamento da dívida.
Ele lembrou que essa não é uma posição apenas dele, mas também do Rio de Janeiro, como foi anunciado pela governadora eleita, Rosinha Garotinho, também do PSB, e pelo governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT). "Esse não é o momento (de discutir isso). Lula não poderá mudar (os contratos) nesse instante. E agora, na reunião, não defendo o estado de Alagoas e sim o novo governo federal".
Lessa diz que vem para o encontro com Lula com a intenção de contribuir de todas as formas necessárias com Lula, pois o apoio do PSB não restringiu-se ao momento eleitoral. "Dissemos ao PT que fizesse um esforço máximo para chegar aos R$ 280. Mas nunca foi posto como condição, porque senão você não quer ajudar, quer complicar".
O governador do PSB ainda comentou que já esperava que alas do PMDB dessem sustentação ao governo de Lula, ele disse que não é surpresa nenhuma ver a posição favorável, neste momento, dos senadores José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Ramez Tebet (MS). Ronaldo Lessa ainda disse ser um equívoco o paradoxo de que ou se faz ajuste fiscal ou ajuste social. Ele disse que é possível fazer os dois como ele fez em Alagoas.
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