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O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, afirmou há pouco crer que o desenho original do pacote de US$ 30 bilhões feito com o FMI permanece totalmente válido "e não é nossa intenção tratar a revisão (em novembro) como se o novo governo já tivesse empossado". Segundo Fraga, o pacote foi pensado com o objetivo maior de construir um colchão de segurança para a transição de governo. "Desenhamos um pacote, acreditamos que até com certa folga, dentro de um programa econômico minimalista que pudesse ser aprimorado em aspectos qualitativos pelo governo eleito", acrescentou.
A afirmação do presidente do BC foi uma resposta a cogitações surgidas no mercado de que o Brasil precisaria de novo pacote no patamar de US$ 100 bilhões para evitar uma reestruturação da dívida brasileira. "Não creio que o País precise desse pacote gigante porque o balanço de pagamentos vem sendo ajustado de forma extraordinária, a dívida externa tem um perfil longo e a dívida interna passou por dificuldades, mas qualquer idéia de reestruturação me parece um erro de diagnóstico, na minha cabeça não faz sentido", ponderou.
Conforme Fraga, o governo eleito já sinalizou disposição para ajustar o que for necessário em relação ao acordo, seja quantitativa ou qualitativamente. "Não vejo problemas, o próximo governo vai sacar o dinheiro do Fundo, desde que mantenha o nosso lado da equação, o que acho perfeitamente factível", observou.
Armínio Fraga participou hoje do 23 Congresso Brasileiro de Fundos de Pensão, em São Paulo.
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