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O relator-geral do Orçamento, senador Sérgio Machado (PMDB-CE), não concorda com a avaliação do senador eleito Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) de que as mudanças das regras do encaminhamento final de emendas do orçamento sejam uma armadilha para o PT.
Para o senador, autor da emenda que permitiu essa operação, o fato é um avanço para a democracia. "O governo tem quatro anos. Se no primeiro ano você não puder fazer os ajustes necessários, perde-se uma ano e o maior prejudicado com isso é o País".
Machado afirmou também que o PT terá que viver com a realidade de que o orçamento será enxuto, já que de acordo com ele, não se pode separar a peça orçamentária da realidade macroeconômica do país. "O orçamento é um equilíbrio entre necessidades, desejos e recursos".
A comissão Mista do orçamento criou ontem um Comitê de Receitas para estudar alternativas para um aumento de recursos na peça orçamentária para 2003. Sérgio Machado não quis falar em números provenientes desse estudo. "Como relator-geral do orçamento lançar balões de ensaio com números fictícios não ajudaria em nada no processo."
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