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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendeu ontem que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva abandone as negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A CUT já sinalizou que não aceitará todas as decisões do novo governo, mesmo tendo uma ligação histórica com o PT. "Há diferença entre o sindicalismo e o governo do PT. Nós, da CUT, preservamos nossa autonomia", disse o diretor de relações internacionais da CUT, Kjeld Jacobsen, que participou ontem da Jornada de Resistência Continental contra a Alca, em Quito, no Equador.
Jacobsen considerou que a Alca não significa vantagem para o Brasil e que seria contraditória com a agenda de crescimento econômico defendida por Lula. "Se Lula implementar a agenda de crescimento econômico que vem defendendo, a Alca não caberá nela. E as condições que o Brasil vai apresentar tampouco seriam aceitas pelos Estados Unidos", afirmou.
Amanhã, os participantes do Fórum Social devem fazer uma passeata pelas ruas centrais da capital do Equador contra a Alca. Além disso, defenderão um projeto alternativo de integração das Américas, com uma agenda de desenvolvimento e de ação social. O final da manifestação será em um hotel onde estão ocorrendo negociações preliminares para a reunião dos ministros dos 34 países.
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