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Rio Grande do Norte
Quinta, 31 de outubro de 2002, 05h09 
Freire promete transição civilizada no RN
 
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O governador Fernando Freire (PPB) fez ontem duras críticas a correligionários que, de última hora, deixaram a coligação "Unidade Popular" e passaram a apoiar, no segundo turno das eleições, sem nenhuma justificativa, a candidatura da ex-prefeita de Natal, a governadora eleita Wilma de Faria (PSB). Numa entrevista do Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, Fernando Freire classificou de puro oportunismo a atitude de algumas dessas pessoas, que a apoiaram sua candidatura no primeiro turno e depois passaram a votar na adversária concorrente ao governo.

Para o governador, essas pessoas "não foram coerentes", embora não tenha se preocupado com isso. "Essas coisas não têm jeito, temos de entregar a Deus mesmo, são mais de 40 mil votos que foram deslocados, tive 404 mil votos no primeiro turno e 523 mil no segundo, mas com tudo isso conseguimos, pela generosidade do povo do Rio Grande do Norte aumentar a votação, o que tenho só agradecer muito a confiança desse povo, porque na verdade perdemos, por exemplo, deputado estadual e prefeitos, que foram todos para o outro lado, sem nenhuma explicação, como o deputado Raimundo Fernandes, que é do PPB, meu partido".

Essas pessoas ¿ segundo o governador ¿, são pessoas que apoiaram a adversária porque foram atrás do "PG", o "partido do governo". Para Freire, esse pessoal "não consegue segurar posições políticas firmes". Freire fez um registro "com o sentimento de gratidão" para os que foram leais com ele, como os 523 mil votos que recebeu de eleitores do Estado, além de agradecer especialmente ao senador eleito Garibaldi Filho. "Alías, o nosso governo de oito anos estava sendo julgado, no dia 27 de outubro não foi julgado o governo de Fernando Freire, mas o conjunto de governo Fernando Freire e Garibaldi, um companheiro de primeira hora, que não teve nem um segundo para comemorar sua esmagadora vitória, que ocorreu em 6 de outubro e logo em seguida, no outro dia, já estava nas ruas trabalhando".

O governador também registrou agradecimento ao senador Geraldo Melo (PSDB), que não teve sucesso na eleição, mas teve posições sempre firme, como Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Aluizio Alves, que deu um exemplo "tão extraordinário e comovente até, indo às ruas", e outros companheiros, como deputados estaduais e prefeitos que continuaram conosco.

Freire disse que torcia para que a parceria entre Lula e Wilma, como foi anunciada pela governadora eleita, se revertesse em melhorias para o Rio Grande do Norte e que não via nenhum problema na mudança do orçamento de 2003 para atender às demandas da nova administração. "É claro que eu não vou criar obstáculos em cima de um orçamento que não vou administrar."

Ele considerou despropositada a declaração da governadora eleita Wilma Maria de Faria sobre a contratação de uma empresa para fazer auditoria nas contas da administração estadual. E chegou a demonstrar uma certa irritação quando Wilma voltou a reclamar da demora no envio de informações pedidas por sua equipe ao governo do Estado. "Estou estranhando ela dizer que as informações não chegaram. Que dia é hoje? Quarta-feira? A eleição foi no domingo e no domingo mesmo eu indiquei o professor Luís Eduardo Carneiro Costa como representante do governo para fornecer todas as informações necessárias. Estamos esperando que a equipe de transição venha nos procurar", explicou.

Sobre a auditoria, o governador disse que essa é uma preocupação desnecessária de Wilma e explicou por quê: "Eu já estou fazendo auditoria e vou entregar o documento a ela. Vou fazer essa auditoria até para me resguardar. Afinal de contas, a responsabilidade fiscal é minha".
 

Tribuna do Norte