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A cúpula do PMDB mandou ontem um recado ao ex-presidente José Sarney (MA). Ele não está autorizado a negociar qualquer cargo com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Sarney já mostrou interesse em ocupar a presidência do Senado. O líder do PMDB na Casa, senador Renan Calheiros (AL), anunciaria ontem na tribuna que faria oposição ao governo Lula. O pronunciamento foi substituído por uma entrevista coletiva. Renan informou apenas que, terça-feira, a Executiva do partido se reunirá com os cinco governadores eleitos para decidir a posição do PMDB no governo PT. A disposição de ser oposição deu lugar a um compasso de espera.
"O PT ainda não nos procurou para conversar oficialmente, apesar do desejo para que o diálogo aconteça. Mas estamos indicando qual o melhor caminho para a conversação", disse Renan.
A negociação para eleger o presidente de Câmara ou Senado deve ser partidária ou institucional, advertiu o senador. Segundo Renan, existem três nomes cotados para assumir a presidência do Senado: o dele, o de Sarney e o do atual presidente, Ramez Tebet.
"Qualquer negociação feita acima dos partidos causará sérios precedentes que podem prejudicar a governabilidade."
O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), passou os últimos dois dias acertando com os governadores eleitos a reunião da próxima semana. Ontem, Luiz Henrique, eleito por Santa Catarina, ficou de procurar o senador Roberto Requião, eleito pelo Paraná. O objetivo de Temer é manter o partido unido, mesmo que para isso faça parte do governo Lula.
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