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Presidência
Quarta, 30 de outubro de 2002, 22h15 
FHC quer seriedade e transparência na transição
 
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O Palácio do Planalto estabeleceu ontem a sistemática para a transição de governo. Numa reunião dirigida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso foi decidido que a palavra de ordem é "seriedade e transparência". Além do presidente, estavam presentes no encontro os interlocutores de cada ministério, os líderes do governo no Congresso, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, entre outros membros indicados por Fernando Henrique para coordenarem os trabalhos.

"Explicamos como seriam as regras do jogo para permitir que esse processo de transição, que a troca de informações entre a equipe do atual governo e a equipe da próxima administração, aconteça de forma harmônica e construtiva", ressaltou o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, logo depois da reunião.

Segundo Parente, a equipe de transição, cuja composição será indicada pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, terá total liberdade para trabalhar. Ele afirmou que todas as informações solicitadas serão prestadas e que os ministérios relacionados a elas estarão de portas abertas para receber os integrantes da equipe de Lula. Caso os funcionários dos ministérios não possam responder às questões levantadas, os membros do grupo de Lula serão recebidos pelos próprios ministros.

"O PT e seus representantes poderão falar com funcionários de todos os escalões dos órgãos do governo", ressaltou o deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Para que dados sigilosos de governo se mantenham seguros, foi determinado que o coordenador do grupo de transição do futuro governo, Antônio Palocci, indique até 15 pessoas para serem credenciadas e tenham autorização para solicitar qualquer tipo de informação. De acordo com Pedro Parente, seria importante os indicados sejam especialista em suas áreas.

Sobre uma possível participação de Lula em decisões dos últimos meses de governo Fernando Henrique Cardoso, Parente deixou claro que a responsabilidade por elas é toda do atual governo. No entanto, explicou que, caso alguma medida a ser tomada venha gerar conseqüências depois do dia 31 de dezembro, o presidente eleito será consultado. Ainda assim, a palavra final será sempre do atual governo.

Para facilitar o contato entre Fernando Henrique Cardoso e Lula, uma linha telefônica especial, com uma tecnologia que impede escutas e grampos, foi instalada no gabinete presidencial do Palácio do Planalto e no escritório de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil. Pedro Parente ressaltou que Fernando Henrique deverá se reunir com Lula mais algumas vezes até o fim de seu mandato.
 

Jornal do Brasil