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A embaixadora norte-americana no Brasil, Donna Hrinak, afirmou na quarta-feira, após encontro com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que está negociando a possibilidade de uma viagem de Lula aos Estados Unidos ainda no período de transição.
"Esperamos a visita de pessoas de Washington para o Brasil durante esse período de transição. Esperamos também a equipe do presidente Lula em Washington", disse ela após a reunião com Lula em São Paulo.
A embaixadora reiterou a importância da cooperação do Brasil nas negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
"Os dois países tem uma grande responsabilidade de liderança no processo de negociação da Alca. O Brasil é um parceiro essencial dos EUA e achamos que nós somos um parceiro essencial para o Brasil", disse.
No dia primeiro, ministros de comércio das Américas irão participar de um encontro em Quito, no Equador. O novo governo do PT irá enviar um observador à reunião, o deputado Paulo Delgado (PT-MG).
"Esperamos negociações duras, mas esperamos um bom acordo entre os 34 países para que nenhum saia da mesa dizendo eu ganhei", observou.
Após o encontro com a embaixadora, Lula reuniu-se com o presidente da Central Ûnica dos Trabalhadores (CUT), João Antonio Felicio, no primeiro encontro de uma série que o presidente eleito terá com sindicalistas.
Felicio adotou um tom amistoso em relação ao novo governo, mas disse que não haverá trégua nas reivindicações.
"A CUT não vai mudar seu jeito de fazer política, até porque não somos governo. Estamos entrando em uma nova fase e vamos participar com idéias e políticas. Vai ser uma parceria", disse o sindicalista.
"Queremos que o governo Lula dê certo. Vamos participar através de uma negociação permanente, mas trégua não faz parte de nosso dicionário".
Na quinta-feira, Lula se reúne com assessores em São Paulo para discutir a transição de governo e organizar a agenda. No dia seguinte o presidente eleito tem reunião com representantes da Frente Trabalhista.
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