| Veja também |
|
|
 |
|
|
 |
|
|
Analistas franceses afirmaram hoje que o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, dispõe de uma estreita margem de manobra, mas pode conseguir "oxigênio" se reativar rapidamente o Mercosul. "Lula tem uma estreita margem de manobra", frisou o cientista político Jean-François Deluchey em entrevista para o diário econômico francês Les Echos.
"Se não quiser se converter em outro Fernando De la Rúa (o ex-presidente argentino), terá que negociar", acrescentou, lembrando que o Fundo Monetário Internacional (FMI) só entregou até agora US$ 6 bilhões dos US$ 30 bilhões do último empréstamo outorgado ao Brasil.
"Em 2003, Lula não poderá se permitir nenhuma loucura", afirmou Jean-Michel Blanquer, diretor do Instituto Francês de Estudos sobre América Latina. De seu ponto de vista, entretanto, o Mercosul lhe oferece suas maiores possibilidades de agir.
"Reativar rapidamente o bloco lhe daria oxigênio", precisou. Lembrou que o líder do PT não deixou de repetir durante toda a campanha que aspirava a reativar o Mercosul. "Sua mensagem chega em bom momento, já que seus três sócios têm atualmente problemas de governabilidade", frisou Blanquer. Ademais, Lula goza do prestígio de sua ampla vitória conseguida domingo passado e tem um capital de confiança do qual pode tirar proveito imediatamente, acrescentou.
|