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O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega considerou um "equívoco imenso" a utilização de recursos dos bancos oficiais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, para o financiamento de projetos do novo governo, conforme propõe o PT como alternativa à falta de crédito no Brasil. Ele disse esperar que essa idéia não seja levada a diante pelo partido. "Essa proposta parte do princípio de que os bancos oficiais têm dinheiro, o que não é verdade", afirmou.
Maílson avaliou como errada a posição do vice na chapa do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário José Alencar (PL-MG), que segundo o ex-ministro, defende o financiamento de projetos pelos bancos com poucos critérios.
O ex-ministro classificou como "absurda" a proposta de pacto social, defendida pelo PT, e afirmou que esse tipo de acordo se adequa às sociedades em crise, em momentos de transições econômicas difíceis. "Não é o caso do Brasil. Nós não precisamos de um pacto social", disse. Maílson da Nóbrega defende que o pacto social não cabe como política de gestão de governo, e classificou a idéia de um "apelo político à opinião pública".
Outro projeto do PT criticado pelo ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega foi o "fome zero", considerado emergencial por Lula para acabar com a fome de cerca de 40% da população brasileira, que segundo o partido, não têm o que comer. O ex-ministro citou um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) que aponta que apenas 7% dos brasileiros realmente passam fome, e afirmou serem inexpressivos os índices de fome coletiva no Brasil. "O projeto da fome é pobre, malfeito, sonhador e romântico. Você pode fazer isso numa ONG (Organização Não-Governamental), mas o governo tem que ter receitas continuadas, não pode pedir doações da sociedade", declarou.
Em contraponto a esses argumentos, o ex-ministro avaliou esses "erros" como característica "de quem nunca chegou lá (à Presidência)". "É como você sair da faculdade cheio de sonhos, chegar ao mercado e ver a realidade", comparou.
As declarações foram dadas durante palestra hoje no 1º Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg).
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