Notícias Eleições Presidência Luiz Inácio Lula da Silva


 boletim tempo SMS fale conosco  

Capa
Notícias
Candidatos
Estados
Jornal do Terra
Pesquisas
Transição 2002
Urna eletrônica
 Últimas eleições
2002
2000
1998
Outras Eleições

 Sites relacionados
TSE
TREs
Partidos

 Fale conosco
Escreva com críticas e sugestões
Presidência
Quarta, 30 de outubro de 2002, 12h35 
Ex-ministro critica propostas do PT
 
Últimas sobre Luiz Inácio Lula da Silva
» Lula se reúne com aliados para discutir governo
» Ronaldinho e ONU ajudarão no combate à fome
» Gushiken cuidará da Previdência na transição
» Lula pode ganhar título de doutor pela UFPE
Busca
Faça sua pesquisa na Internet:

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega considerou um "equívoco imenso" a utilização de recursos dos bancos oficiais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil, para o financiamento de projetos do novo governo, conforme propõe o PT como alternativa à falta de crédito no Brasil. Ele disse esperar que essa idéia não seja levada a diante pelo partido. "Essa proposta parte do princípio de que os bancos oficiais têm dinheiro, o que não é verdade", afirmou.

Maílson avaliou como errada a posição do vice na chapa do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário José Alencar (PL-MG), que segundo o ex-ministro, defende o financiamento de projetos pelos bancos com poucos critérios.

O ex-ministro classificou como "absurda" a proposta de pacto social, defendida pelo PT, e afirmou que esse tipo de acordo se adequa às sociedades em crise, em momentos de transições econômicas difíceis. "Não é o caso do Brasil. Nós não precisamos de um pacto social", disse. Maílson da Nóbrega defende que o pacto social não cabe como política de gestão de governo, e classificou a idéia de um "apelo político à opinião pública".

Outro projeto do PT criticado pelo ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega foi o "fome zero", considerado emergencial por Lula para acabar com a fome de cerca de 40% da população brasileira, que segundo o partido, não têm o que comer. O ex-ministro citou um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) que aponta que apenas 7% dos brasileiros realmente passam fome, e afirmou serem inexpressivos os índices de fome coletiva no Brasil. "O projeto da fome é pobre, malfeito, sonhador e romântico. Você pode fazer isso numa ONG (Organização Não-Governamental), mas o governo tem que ter receitas continuadas, não pode pedir doações da sociedade", declarou.

Em contraponto a esses argumentos, o ex-ministro avaliou esses "erros" como característica "de quem nunca chegou lá (à Presidência)". "É como você sair da faculdade cheio de sonhos, chegar ao mercado e ver a realidade", comparou.

As declarações foram dadas durante palestra hoje no 1º Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, realizado pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg).
 

Investnews - Gazeta Mercantil