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O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, disse hoje não ter qualquer dúvida de que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe irão administrar a dívida líquida do setor público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, algumas análises internacionais que põem em dúvida a sustentabilidade da dívida pelo novo governo são errôneas e que o próprio Lula já deu declarações que repercutiram positivamente no mercado financeiro.
"Essas avaliações (de incertezas) não procedem. Não tenho dúvida quanto a competência de Lula", afirmou, na comissão mista de Orçamento. Com a definição do processo eleitoral, Fraga acredita que, em pouco tempo, a fase de ansiedade no mercado terminará.
"Não há razão de prosseguir", declarou. O presidente do BC disse ainda que a relação dívida/PIB deverá assumir agora uma trajetória descendente com o final de uma volatilidade mais intensa. Ele explicou que, desde 1998, a dívida cresceu 16,30%, sendo que 14,93% refletem a variação cambial. "Há uma composição de fatores para o aumento da dívida em relação ao PIB. Mas a variação cambial é a mais importante", disse.
Fraga enfatizou que a dívida foi puxada principalmente pela depreciação cambial, que tem um limite. "É importante observarmos que a dívida não teria crescido, mesmo com períodos difíceis internos, como o racionamento de energia, se não houvesse a depreciação do câmbio", afirmou.
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