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Terça, 29 de outubro de 2002, 19h17 
EUA descartam semelhança de Lula com Fidel
 
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Os Estados Unidos reiteraram seu desejo de trabalhar junto com o presidente eleito do Brasil e descartaram a possibilidade de que Luiz Inácio Lula da Silva se converta em outro Fidel Castro ou Hugo Chávez, disse hoje um alto funcionário de Departamento de Estado do país.

"Consideramos o Brasil um sócio regional, o consultamos nos desafios regionais e continuaremos a fazê-lo", disse James Carragher, diretor de assuntos brasileiros e do Cone Sul no Departamento de Estado.

Sendo Estados Unidos e Brasil as maiores democracias do continente, "era importante, natural e o continuará sendo no caso de termos amplas consultas". As declarações de Carragher somam-se a várias vozes da administração que tem convidado o novo governo eleito a formar uma aliança com os Estados Unidos.

Os Estados Unidos querem formar uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e precisa chegar a um acordo com o Brasil, a maior economia na América do Sul, para consegui-lo. O secretário do Tesouro, Paul O'Neill, disse estar contente com o fim da incerteza que rodeava a eleição no Brasil, que levou a fortes altas das taxas de juros e a uma desvalorização do real. Ele disse também que acredita que "tudo irá terminar bem".

Carragher reconheceu, entretanto, que podem surgir diferenças entre seu governo e a nova administração de Lula. Ele admitiu que os dois países "terão diferenças táticas" e que a "nova administração trará mudanças na política exterior". "Acreditamos que essas mudanças acontecerão no tom e no estilo mais que na substância", disse Carragher.

Ele acrescentou que o Brasil negociará a Alca com "determinação soberana", citando as reservas que Lula teve no passado sobre a criação desse bloco comercial. Lula tem criticado o protecionismo dos Estados Unidos em áreas como a agricultura e o aço, onde o Brasil pode competir com êxito.

"(Lula) tem dito que os Estados Unidos no passado tiveram um estilo de negociação que defende agressivamente seus interesses. Isso é exatamente o que as democracias têm que fazer, defender seus interesses com agressividade".

Ele reconheceu que os Estados Unidos devem trabalhar de forma um "pouco mais dura" com o novo governo brasileiro para ganhar seu apoio em alguns temas que seu país submeterá aos foros internacionais, sem especificar quais. Carragher também desprezou qualquer sugestão de que Lula acabe sendo um Fidel Castro ou um Hugo Chávez, em alusão aos presidentes de Cuba e da Venezuela, respectivamente, que se opõem aos interesses norte-americanos. "Lula não é (Fidel) Castro nem (Hugo) Chávez, e não posso ser mais categórico na forma que formulo isso", disse o funcionário. "Lula é um democrata, essa é uma frase que nunca poderá ser usada para (Fidel) Castro", disse.

Apesar de realçar a importância do Brasil nos planos de governo dos Estados Unidos, Carragher não confirmou a possibilidade de que o secretário de Estado Colin Powell viaje ao Brasil para encontrar-se com funcionários do novo presidente eleito.

"Posso lhes garantir que haverá uma relação contínua e ampla com o governo do Brasil, tanto durante o período de transição quanto (durante o período) da nova administração eleita à medida que os próximos quatro anos começam".
 

Reuters

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