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Presidência
Segunda, 28 de outubro de 2002, 20h29 
Lula diz que presidente do BC não precisa ser do PT
 
Agência Brasil
Lula, durante o 1º pronunciamento como presidente eleito
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O presidente eleito pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, se negou por várias vezes, em entrevista ao Jornal Nacional, a revelar nomes ou mesmo características das pessoas que ocuparão cargos em seu governo. Lula, porém, admitiu que o presidente do Banco Central não precisa, necessariamente, ser alguém filiado ao Partido dos Trabalhadores. "Obviamente, será alguém que entenda de mercado e de minha inteira confiança", disse. "Estou com vários nomes na cabeça, como o Felipão quando montou a seleção", completou.

Quando questionado pela segunda vez se o novo presidente do BC não precisaria "ter carteirinha do PT", Lula, com bom humor, disse que não. E completou: "Você acha que eu não tenho amigos no mercado?" Lula contou que proibiu, em reunião com a cúpula de campanha, que se fale em nomes de futuros ministros, "mesmo por brincadeira". O presidente eleito se negou até a confirmar se o deputado José Dirceu, que coordenou sua campanha à presidência e é fortemente cotado para um ministério, será mais útil na Câmara dos Deputados ou no governo. "O Dirceu vai continuar sendo o presidente do PT e no momento oportuno, se for o caso, ele terá seu cargo anunciado", respondeu.

Lula confirmou que os nomes da equipe de transição, que serão anunciados amanhã depois da reunião que ele tem com FHC em Brasília, serão técnicos. "A equipe de transição vai colher as informações de cada área do governo para termos a situação de cada pasta e de cada empresa", disse. O presidente eleito elogiou, mais uma vez, o comportamento de FHC. "Já tivemos caso de presidente que saiu pela porta dos fundos enquanto o novo entrava", contou, ao dizer que a transição que o Brasil deve ter será uma das mais organizadas da América do Sul.

O novo presidente ressaltou a importância que o Ministério do Planejamento terá em seu governo. "Só estamos falando de economia. 'Sobe dólar, cai bolsa...' e está faltando planejamento", disse. Lula disse ainda que vai trabalhar "24 horas por dia" para resolver os problemas do Brasil. E completou: "Todo mundo pode errar, mas, se eu errar, sei o que acontece comigo". O petista não deu mais detalhes sobre o que quis dizer com esta frase.

Lula contou ainda que não "acordou" da campanha presidencial e destacou a importância das mudanças nesta eleição. "Não foi uma candidatura qualquer", afirmou.

Para ele, o pior momento na disputa eleitoral aconteceu em março deste ano, quando o partido decidiu a estratégia da campanha e a negociação para que seu nome fosse lançado como único pré-candidato nas prévias do PT.

"Queria ser apresentado como uma nova alternativa e não como um candidato que disputa pela quarta vez a Presidência. Disse ao partido que só concorreria se pudesse não cometer os erros das campanhas anteriores. Nem sei direito quais foram estes erros, mas se eu não ganhei é porque houve erros". Segundo ele, outro momento foi quando "o partido queria que eu disputasse as prévias com o senador Eduardo Suplicy. Eu não queria esse desgaste. Então tive que negociar com o PT", afirmou Lula.

Nem mesmo a alta nas pesquisas de possíveis adversários deixou Lula temeroso. "Quando a Roseana cresceu algumas pessoas disseram temos que bater na Roseana,. Eu não concordeu porque a Roseana é problema do governo. Quando Ciro cresceu a mesma coisa. E os candidatos ficaram se atacando e eu fiquei vendo a banda passar."

Lula também disse que teve certeza da vitória quando percebeu que o PT havia adotado a tática correta, isolando o adversário José Serra (PSDB).

"Meu adversário estava perdido. Mudou a todo momento sua estratégia e adotava o ataque. Somente quando o tribunal anunciou oficialmente o resultado eu acreditei", disse.

O presidente eleito elogiou a importância do presidente nacional do PT, José Dirceu, que o ajudou a conseguir apoio do partido para mudar o estilo de campanha que vinha seguindo há três eleições. O presidente eleito ressaltou ainda a importância da contratação de Duda Mendonça para coordenar a campanha. "Era um tabu dentro do PT, porque o Duda já trabalhou com Maluf", disse. "E fizemos uma grande campanha", concluiu.
 

Redação Terra