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Passando mais uma vez por uma eleição disputadíssima, o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), garantiu sua reeleição com uma diferença mínima de votos para seu adversário, o petista Geraldo Magela, mas deverá enfrentar seu adversário agora na Justiça.
Roriz ganhou a eleição com 50,6% contra 49,4% de Magela. A disputa nestas eleições foi acirrada que a de 1998, quando o senador eleito Cristovam Buarque (PT) perdeu a reeleição para Joaquim Roriz por uma diferença de 3,48% dos votos. Neste ano, a diferença acabou sendo de 15.623 votos.
Antes mesmo do resultado final, Magela afirmou que entrará com um pedido de impugnação da eleição no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
"Não importa o resultado das eleições, eu não reconheço a vitória de Roriz e amanhã vamos entrar com uma pedido de impugnação por fraude", disse Magela a jornalistas no comitê central do PT em Brasília, referindo-se a uma suposta compra de votos por parte de seu adversário.
O governador Joaquim Roriz, no entanto, comemorou a vitória em casa ao lado de seus correligionários, convocados desde as 18h da tarde deste domingo, quando a vitória ainda não estava garantida. Do lado de fora, um trio elétrico com a banda Filhos de Olodum animava a festa.
Esta será a quarta gestão de Roriz no Estado, impulsionada pelo que os setores mais abastados de Brasília consideram como uma administração populista por ter distribuído terras a migrantes.
Fazendo a maioria dos votos em cidades como Samambaia e Santa Maria, Roriz confirmou sua penetração nas áreas de menor poder aquisitivo do DF.
Um mês antes das eleições do primeiro turno, Roriz tinha 32 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário, segundo pesquisas de intenção de voto. Sua candidatura foi arranhada por denúncias de suposto envolvimento do governador com grileiros de terra, o que levou a disputa para o segundo turno.
A forte divisão entre o eleitorado pôde ser percebida durante todo o dia. A cidade se dividiu entre bandeiras vermelhas e azuis, com muita movimentação dos militantes nas ruas.
A maior preocupação da Secretaria de Segurança Pública era com eventuais confrontos entre os eleitores.
Pela primeira vez na história das eleições no DF, as Forças Armadas foram chamadas para ajudar no policiamento do Estado. A Polícia Militar aumentou o policiamento de 10 mil homens no primeiro turno para 12 mil no segundo, além de trabalhar em conjunto com 3 mil policiais civis.
Mas a presença do Exército foi discreta e nenhum incidente grave foi registrado. Segundo o diretor do Departamento de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil, Geraldo Nugoli, os pequenos incidentes que ocorreram durante a votação são normais, e não houve nenhum caso grave.
"Tudo isso que está acontecendo é normal. Até normal demais. Esta é a maior eleição do mundo e não se vê tragédias."
O maior exemplo da convivência democrática entre as duas ideologias é o casal de estudantes Charles Francisco, de 18 anos, e Kátia da Costa de 17. Ela saiu para votar toda de vermelho e ele de azul sem esconder as diferenças partidárias. O problema será conciliar o resultado das urnas.
"Comemoro e ela chora. Vamos chorar e rir juntos."
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