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Paraíba
Sexta, 25 de outubro de 2002, 13h23 
Justiça tira do ar emissoras de rádio e TV na PB
 
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A TV Correio e a Rádio FM Correio foram retiradas do ar por ordem judicial. A emissora de televisão foi punida ontem, e, hoje, foi a vez da Rádio FM Correio, por decisão do juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Francisco Francinaldo Tavares.

As duas medidas foram solicitadas pelo candidato a governador pelo PSDB, Cássio Cunha Lima, que alegou que o senador Ney Suassuna, durante entrevistas, havia extrapolado os limites da lei eleitoral e privilegiado o governador, Roberto Paulino, candidato à reeleição pelo PMDB.

Na tarde de hoje, a Ordem dos Advogados do Brasil do Estado deve se reunir para condenar os atos restritivos à liberdade de imprensa praticados na Paraíba. A juíza Mônica Figueiredo suspendeu a programação da emissora de televisão ontem por 48 horas.

A TV foi retirada do ar às 10h dessa quinta-feira e somente retornará às 10h deste sábado. É a segunda vez que a emissora foi retirada do ar, na campanha eleitoral deste ano, por decisão de Mônica Figueiredo. A primeira vez aconteceu no dia 13 de setembro, pelo período de 24 horas.

A juíza alegou, na ocasião, que a emissora não convidou a candidata Ana Mangueira (PSB) para participar de um debate no dia 26 de agosto. Na notificação enviada à direção do Sistema Correio de Comunicação, a juíza justificou que a TV Correio teria desobedecido o artigo 56 da lei eleitoral (lei 9.504/97).

A emissora foi condenada a informar a cada 15 minutos que está fora do ar por ter desobedecido a lei eleitoral. Segundo a editora da TV, Ruth Avelino, a juíza diz que a emissora faz jornalismo tendencioso, em favor do candidato a governador pelo PMDB, Roberto Paulino. Ruth negou que isso esteja ocorrendo.

"Nós sempre convidamos o candidato Cássio Cunha Lima, para participar de entrevistas, mas ele nunca veio", justificou a editora. Ela afirmou que os candidatos do PT, do PMDB e de outros partidos sempre atenderam aos convites da emissora, diferentemente do tucano.

"Para provar que não estamos fazendo jornalismo tendencioso, nós apresentamos, todos os dias, a agenda do candidato do PSDB, sempre noticiamos as pesquisas em que ele apareceu como líder, sempre divulgamos as adesões que ele conquistou e temos apresentado notícias referentes às prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, que são administradas por pessoas do grupo Cunha Lima", declarou a jornalista.

Ela disse que Cássio Cunha Lima só não é divulgado mais "porque ele não quer". "Sua assessoria não responde aos nossos contatos e pedidos de entrevista", frisou Ruth Avelino. Conforme a jornalista, o fato de o canal ficar 48 horas fora do ar provocará prejuízos, principalmente na área comercial.

Centenas de telefonemas são atendidos com solidariedade do público, conforme a jornalista. O superintendente do Sistema Correio, Alexandre Juber, disse que a emissora deveria ter tido o mesmo tratamento que recebeu a TV Cabo Branco, na semana passada.

Ele lembra que a afiliada à Rede Globo teve efeito suspensivo à decisão, o que permitiu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) se pronunciar, evitando a decisão monocrática de um juiz.

Segundo Jubert, milhares de telespectadores paraibanos estão sendo prejudicados. Os mais afetados são os evangélicos, que estão impedidos de assistir aos programas de cunho religioso apresentados pela Rede Record, diariamente.

"Foi uma decisão dura que não permitiu defesa à empresa", protestou o superintendente do Sistema Correio de Comunicação. Ontem mesmo, a empresa recorreu ao TRE.
 

Correio da Paraíba