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O último debate dos candidatos ao governo do Rio Grande do Norte, Fernando Freire (PPB) e Wilma de Faria (PSB), foi marcado por acusações mútuas. O ponto mais polêmico e que levou mais tempo de discussão foi quando Freire se ofereceu para ajudar a ex-prefeita na identificação dos autores de um dossiê que a acusa de ter uma conta pessoal no exterior, de número 11045, em um banco de Zurique, na Suíça.
No segundo bloco, com perguntas de temas livres, Freire indagou de Wilma de Faria se ela processaria alguém que tivesse cometido a leviandade e a grosseira, de forjar um dossiê contra ela.
A ex-prefeita não respondeu de imediato ao governador, declarando que sempre pautou sua vida pública com honestidade. Na tréplica, o governador voltou a convidá-la para irem juntos à Polícia Federal para denunciar a fraude que estaria sendo montada contra ela. "Imagine que ponto chegamos a baixaria, solidarizo-me com a senhora nesse aspecto, vamos fazer uma ampla apuração desse caso, pois não pode ficar assistindo troca de dossiês entre os candidatos", disse o governador, reportando-se ao fato de ter sido, no primeiro turno, acusado injustamente.
A ex-prefeita afirmou-se indignada com as informações de Freire, replicando que foi o governador quem "foi acusado de coisas na vida privada e que ele mesmo confessou". Disse ainda não ter problemas com a Justiça e possuir uma vida "limpa e de muito trabalho". O governador ainda perguntou à ex-prefeita se conhecia uma gerente de banco no Panamá, o que a ela acabou não respondendo se conhecia.
Freire insistiu que solidarizava-se com Wilma de Faria, insinuando que esse dossiê teria partido de antigos adversários que hoje a apoia no segundo turno das eleições. "Gostaria de deixar esclarecida uma acusação que eu sei que não é verdade", continuou o governador. "Mas parece que a ex-prefeita está se negando, estou convidando para irmos juntos à Polícia Federal esclarecer fatos graves". Fernando Freire ainda declarou ser contra esse tipo de baixaria, nem a estava acusando de nada. "Estou me solidarizando com a prefeita, que foi acusada de possuir contas na Suíça, forjada e montada por grupo de pessoas com interesse diversos, que de repente poderão estar ao seu lado", como uma pessoa no Panamá, que parece coordenadora de outra conta dela no exterior, no Panamá.
Para a prefeita, Freire apenas quis confundir a opinião pública, além de afirmar que sempre levou uma vida transparente e estava ali para discutir idéias e programas de governo. Ao contrário do que sofreu no primeiro turno, o governador voltou a afirmar que não fez acusações no guia eleitoral ou pelas costas e só queria que ela apurasse essa manipulação grosseira. Antes de terminar o debate, Freire entregou ao mediador do debate, o jornalista da TV Globo, Ary Peixoto, um documento com as informações sobre uma possível conta de Wilma de Faria no exterior, aberta fraudulentamente por possíveis aliados seus.
A prefeita afirmou que o governador tentava "escamotear" a verdade das acusações que ele sofreu no primeiro turno, apesar de não citar que partiram da coligação "Vontade do Povo", que hoje a apoia através do senador José Agripino (PFL) e do senador Fernando Bezerra (PTB), que foi derrotado para o governo do Estado, tendo a ex-prefeita respondido, finalmente, de que "nunca recebi esse tipo de denúncia" e que só iria à Polícia Federal se fosse denunciada. "Essa história não existe, isso parece uma brincadeira, sou uma pessoa de classe média e sou de classe média desde que iniciei na vida pública", refutou a ex-prefeita.
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