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Apesar de ter sido cancelado o encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Itamar Franco (sem partido) disse estar otimista em relação ao acordo com o Governo federal no que diz respeito ao acerto de contas que vai garantir o pagamento do 13º salário do funcionalismo estadual. Itamar e o governador eleito de Minas, Aécio Neves (PSDB), teriam um encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso ontem para discutir as finanças do Estado.
Ao desembarcar ontem em Juiz de Fora, onde permanece até a próxima segunda-feira, Itamar Franco disse esperar que até o final do mês, o grupo de trabalho instituído para analisar as contas de Minas dê parecer favorável ao repasse de recursos ao Estado, já que, na análise dos técnicos da Secretaria da Fazenda, há débitos do governo federal.
Itamar lembrou que o acerto de contas é complicado porque precisaria de análises como a que está sendo feita pela Advocacia Geral da União (AGU). "O relatório do Ministério dos Transportes parece que foi favorável, e o relatório do AGU deve ser dado de hoje para amanhã", disse o governador na quinta-feira.
Itamar disse ainda que está empenhado em deixar o governo sem débito com o funcionalismo estadual. "Eu poderia cruzar os braços, ficar quieto em relação ao 13º, como fizeram comigo, mas vou lutar até o último momento", ressaltou o governador, que lembrou que o que o diferencia do seu antecessor, o senador eleito Eduardo Azeredo (PSDB), seria a concepção social.
"Eu tenho uma concepção social diferente daquele que me antecedeu e não vou lavar as mãos e deixar que o décimo terceiro não saia conforme já havia acontecido quando assumi", disse ele.
O governador também informou que deverá decidir, juntamente com o eleito Aécio Neves (PSDB), as alterações que serão feitas no Orçamento do Estado para o próximo ano. A mensagem do Orçamento foi enviada à Assembléia Legislativa antes do primeiro turno das eleições, mas os deputados já haviam sido informados que poderia ser modificada se assim desejasse o governador eleito. "Já que o orçamento vai servir a ele (Aécio) e não a mim, terá liberdade para interferir", disse o governador, que ressaltou que essa decisão não será tomada pela equipe de transição, que já está trabalhando, mas diretamente por ele e Aécio Neves.
Na próxima terça-feira, o governador se encontra com o presidente do PT, José Dirceu, para discutir os últimos atos conjuntos da campanha de Lula à presidência. "Devo ir ao Paraná e São Paulo. Vamos discutir essa agenda, e também a de Minas", lembrou o governador.
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