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O encontro entre o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (sem partido), o governador eleito, Aécio Neves (PSDB), e o presidente Fernando Henrique Cardoso, previsto para ontem, foi adiado para hoje. O governo federal não havia definido sobre a liberação de recursos para Minas - estimados em R$ 1,9 bilhão - em função do investimento feito pelo Estado em rodovias federais.
De acordo com o governador eleito, Aécio Neves (PSDB), que almoçou com Itamar ontem, em Brasília, não houve tempo para avançar nas negociações porque o ministro dos Transportes, João Henrique Almeida, chegou ao Brasil apenas ontem. "Isso não permitiu que tivéssemos a segurança de que os dados estariam já avançados, o que justificaria o encontro. Então, eu e o Itamar preferimos conversar com mais tranqüilidade", alegou.
O governador eleito não descartou a possibilidade de liberação de parte dos recursos para o Estado antes do prazo para que o Grupo de Trabalho criado pelo governo federal conclua a análise do pedido de Minas. A análise deve ser concluída no fim do mês. O dinheiro seria usado pelo Estado para pagar o 13º salário dos servidores mineiros.
"Essa é a disposição manifestada pelo presidente Fernando Henrique. Do ponto de vista técnico, não vejo qualquer empecilho para que a decisão seja tomada. Pode ser que o encontro com o presidente volte a acontecer", disse Itamar.
O governador afirmou que continua na expectativa sobre a liberação do dinheiro, mas assinalou que é preciso aguardar a conclusão dos trabalhos do Grupo de Trabalho. "Apresentamos reivindicações calcadas em cálculos financeiros naquilo que o Estado acha que tem direito. Só temos de aguardar a decisão final, que já pode ser tomada. Da minha parte, não há nada mais a fazer, mas quero agradecer o tanto que o Aécio tem ajudado", falou.
Itamar revelou que irá enviar o secretário estadual de Fazenda, José Augusto Trópia Reis, a São Paulo hoje ou amanhã para conversar com a assessoria econômica de Lula sobre o projeto do senador José Alencar (PL-MG), candidato a vice do petista, que reduz o comprometimento da receita líquida dos Estados com o pagamento da dívida com a União de 13% para 7%.
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