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O presidente do PSB mineiro, deputado reeleito João Leite, o mais votado para a próxima legislatura no Estado, disse que o governador eleito Aécio Neevs (PSDB) terá de estancar os gastos desnecessários como forma de garantir recursos para investir em obras e outras áreas fundamentais como saúde e educação.
“No ano passado e em 2002, o governo conseguiu aumentar a arrecadação. Apesar disso, o investimento em várias áreas diminuiu. Onde foi parar essa arrecadação a mais?", indaga o parlamentar, cotado para assumir a presidência do Legislativo estadual.
João Leite defende ainda o enxugamento dos cargos de recrutamento amplo e uma reforma tributária estadual. Em seguida, ressalta que o novo governador não terá dificuldades para rediscutir a proposta orçamentária com os deputados. “A Assembléia em nenhum momento vai se furtar a ajudar".
O deputado Adelmo Carneiro Leão, ex-secretário de Saúde no governo Itamar Franco, revela preocupação com a queda nos investimentos para o setor.
“A dívida do Estado com a saúde é de mais de R$ 500 milhões", reclama o petista, referindo-se ao descumprimento da Constituição no que se refere aos índices de repasse para a área. “Algo tem que ser feito dentro do planejamento do Estado. É preciso verificar detalhadamente se há inchaço em secretarias e fazer uma melhor distribuição dos recursos humanos", defende.
Além do combate à sonegação, Adelmo Leão propõe ainda a regulamentação das concessões para o transporte público na Grande Belo Horizonte. Segundo ele, a medida pode render R$ 2 bilhões/ano aos cofres públicos. Quanto aos recursos para as obras inacabadas, o petista ressalta que é preciso identificar as “realmente necessárias" para o Estado.
Entre as obras interrompidas, estão a duplicação da rodovia Fernão Dias, o metrô de superfície da Região Metropolitana, o Cardiominas e o Pronto-Socorro de Venda Nova. “Caberá ao governador manter um permanente canal de comunicação com as diversas instâncias da Federação brasileira, não só o governo federal".
O deputado eleito disse ainda que os Estados e os municípios terão de adotar ações conjuntas de desenvolvimento e crescimento sócio-econômico", disse Aécio antes da eleição, quando questionado sobre estratégias para enfrentar a falta de recursos.
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