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Durante a campanha pela sucessão estadual, ele foi identificado pelo mulherio nas ruas como “bonitão", “charmoso" e outros adjetivos. A partir de janeiro de 2003, no entanto, o deputado federal e neto do ex-presidente Tancredo Neves, Aécio Neves (PSDB), vai precisar de muito mais do que arrancar suspiros de parte de seu eleitorado para satisfazer as expectativas dos 5,2 milhões de mineiros que o elegeram.
Afinal, orquestrar as ações do Palácio da Liberdade durante os próximos quatro anos não será tarefa das mais fáceis. Diante da previsão do atual Governo de encerrar o ano com déficit de R$ 1 bilhão em caixa - número que gera incertezas no funcionalismo estadual quanto à data para o recebimento do décimo terceiro salário -, dificilmente o governador eleito terá margem de manobra para viabilizar, ao menos no primeiro ano de mandato, seu programa de Governo e os prometidos investimentos em Minas Gerais. Evitar tal situação é certamente o principal desafio da equipe de transição que começa a trabalhar hoje.
O grupo formado por nove representantes do governador Itamar Franco (sem partido) e cinco indicados pelo governador eleito terá como missão a realização de uma completa radiografia da administração estadual, com destaque para a questão econômico-financeira. Não é à-toa. O orçamento do Estado para 2003 sofreu reajuste menor que 1% em relação ao que foi aprovado pela Assembléia Legislativa para este ano (R$ 19,513 bilhões).
“Tem que suspender o pagamento da dívida até conseguir renegociar. É a única saída porque aumento de receita ninguém aguenta mais", preconiza Aloise. Um dos resultados imediatos do enxugamento do orçamento é a redução dos investimentos em áreas como Transportes e Obras Públicas, de onde costumam sair vários postos de trabalho, atualmente um dos principais “sonhos de consu mo" do eleitor.
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