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Ao contrair o slogan "Lula lá e Nilmário aqui", apoiando Lula para presidente da República e Aécio Neves para governador, Itamar Franco influenciou negativamente na campanha do PT em Minas Gerais. Nilmário Miranda, que concorreu ao governo mineiro, e Tilden Santiago, que por muito pouco não conseguiu uma vaga no senado, concordam que se o governador tivesse repetido sua opção nacional em âmbito estadual a história das eleições em Minas poderia ter sido diferente.
"No meu caso fez uma diferença enorme, porque este apoio poderia equivaler, pelo menos, ao 1,6% de diferença entre eu e Hélio Costa", comentou Santiago, durante entrevista coletiva no comitê central do PT, realizada ontem. Ao mesmo tempo que ficaram sem o apoio de Itamar Franco, a campanha petista estadual não pôde atacar o governador, por este ter subido ao palanque de Lula. "Não diria que ficamos amarrados. Prefiro dizer que a situação foi bastante complexa", definiu Nilmário Miranda.
O candidato salientou as discrepâncias das pesquisas eleitorais, que, de acordo com ele, influenciaram no resultado. "As pessoas têm criticado isso muito. Não quero dizer que houve manipulação, mas há uma indicação forte e que deve merecer o debate dos cientistas políticos", afirmou Nilmário. Tilden Santiago emendou que as pesquisas davam os dois principais candidatos ao senado, Eduardo Azeredo e Hélio Costa, com cerca de 40% dos votos cada um, quando, na realidade, não passaram de 25%.
Nilmário e Tilden preferiram não emitir juízo de valor, mas admitiram que a executiva nacional do PT não deu o devido impulso à campanha estadual, como fez em São Paulo com José Genuíno e Aloizio Mercadante. Santiago observou que faltou recursos financeiros e muito material de campanha. "Fiz viagens de carro até a divisa, com duração de 12 horas. E nas estradas via que não havia material nenhum meu, enquanto os outros três candidatos ao senado entraram muito forte", comentou.
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