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Minas Gerais
Segunda, 7 de outubro de 2002, 02h30 
Aécio nos passos do avô Tancredo
 
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Apuração dos votos em Minas Gerais mostra que o candidato do PSDB, Aécio Neves será o novo governador do Estado. A pesquisa Ibope de boca-de-urna já mostrava, mais cedo, que Aécio - apoiado por nove partidos, três informalmente (PPS, PTB e PDT) - seria eleito já no primeiro turno.

Aécio afirmou que estará à disposição do novo presidente, qualquer que seja o eleito:

"Tenho consciência da responsabilidade do cargo de governador e estou disposto a trabalhar pela construção da tela da governabilidade." Ele disse que começará articulações em busca de um pacto para garantir a estabilidade econômica e social do Brasil. "Vou conversar com Tasso Jereissati dentro de uns dois dias e procurar o presidente Fernando Henrique daqui a uma semana."

O candidato votou pela manhã, no Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, e seguiu para Juiz de Fora, onde acompanhou a votação do governador Itamar Franco. Ele estava com a filha Gabriela, de 11 anos, de uma sobrinha e da ex-mulher, Andréa Falcão

Apesar da euforia, Aécio perdeu um voto certo, ontem. Sua avó, Risoleta Neves, viúva do ex-presidente Tancredo Neves, tentava votar no colégio Loyola, na Zona Sul da capital, quando descobriu que teve o título cancelado por não votar e nem justificar nos três últimos pleitos. Com mais de 65 anos de idade, seu voto é facultativo.

"Ele dará continuidade aos ideais de Tancredo", disse.

O candidato do PT ao governo de Minas, Nilmário Miranda, demonstrou, durante todo o dia, confiança em sua participação no segundo turno.

"Só vou desistir se as urnas disserem que eu não fui para o segundo turno. Vou até os 45 minutos do segundo tempo", declarou.

Já o candidato do PMDB, Newton Cardoso, voltou a criticar os gastos de Aécio Neves.

"Foi uma campanha bilionária. Acredito que foram gastos mais de R$ 100 milhões."

No total, foram presas 83 pessoas na capital por fazerem boca-de-urna. Os prefeitos de Capitão Enéas, Norte de Minas, e Cachoeira da Prata foram presos transportando e distribuindo irregularmente material de campanha.
 

Jornal do Brasil