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A eleição para o governador de Goiás tem grandes chances de ser decidida no primeiro turno. O governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em todos os institutos de pesquisa com larga vantagem sobre seu principal concorrente, o senador Maguito Vilela (PMDB).
A candidata do PT, Marina Santanna, deve ficar com o terceiro lugar, acumulando cerca de 10% dos votos válidos. Apenas na eleição para o Senado a disputa chega a empolgar. As últimas pesquisas para o governo de Goiás são favoráveis a Marconi.
O levantamento do Instituto Serpes, publicado pelo jornal O Popular, mostra o governador com 56,5% da preferência dos eleitores, enquanto que Maguito aparece com 26,1%. A candidata do PT, Marina Santanna, tem 7,4% .
Segundo outras pesquisas, a tendência é a mesma. O Ecope coloca Marconi com 59,3% dos votos válidos, Maguito Vilela com 24,8% e Marina com 6,9%.
Uma terceira pesquisa, do instituto Grupom, confirma as demais: Marconi tem 56,8%; Maguito, 22,8%, e Marina, 7,3%.
Apesar das pesquisas, nenhum candidato aceita falar que a fatura estará liquidada no domingo. O favorito Marconi evita comemorar e prefere a cautela. "Temos de continuar trabalhando duro para conseguir os votos de que tanto precisamos", afirmou à Reuters.
Ele disse que, se eleito, não quer saber de descanso. "Na segunda-feira, estarei trabalhando em meu gabinete, qualquer que seja o resultado".
Maguito Vilela, o principal adversário do governador, não aceita nem falar em derrota. Ele garante que as pesquisas estão com metodologias viciadas e diz ter certeza de que haverá segundo turno. "Temos números seguros que indicam que nossa candidatura ultrapassou a barreira dos 30%", afirma Maguito. "Estaremos firmes no segundo turno".
A mesma convicção tem a candidata Marina Santanna. A petisca lembra que tradicionalmente o PT deslancha em Goiás nos últimos dias da campanha. Para ilustrar sua convicção, ela não se cansa de lembrar a campanha do prefeito de Goiânia, Pedro Wilson. "A uma semana da eleição, ele estava em terceiro lugar", recorda-se. "Mas Pedro acabou ultrapassando todos e foi o melhor colocado no primeiro turno".
LIVRO POLÊMICO
A campanha em Goiás transcorreu sem grandes incidentes, mas esquentou nesta última semana. Revoltado com "declarações políticas" do radialista Jorge Kajuru, Marconi acionou a Justiça Eleitoral e conseguiu uma liminar fechando a Rádio K por oito dias.
Kajuru tentou dar o troco, publicando um livro, o Dossiê K. Distribuído de graça, o livro virou "material político proibido" para a Justiça eleitoral, que proibiu sua impressão em Goiânia. O livro acabou sendo impresso em Anápolis, a 60 quilômetros da capital, mas os funcionários de Kajuru não conseguiram distribuí-lo.
Nas duas vezes que Kajuru tentou distribuir o livro, a polícia foi acionada. A primeira vez foi quarta-feira, na porta da Rádio K, quando policiais reprimiram uma manifestação a favor da reabertura da rádio.
No dia seguinte, a Polícia Militar chegou a invadir o Câmpus da Universidade Federal de Goiás para confiscar o livro. Apesar dos ânimos acirrados, não houve prisões nem feridos.
O governador disse que não gostou da ação da polícia e "mandou tomar medidas enérgicas" contra policiais que tenham cometido excessos. "Sou um democrata e não admito truculência nem perseguição", afirmou, lembrando que afastou mais de 60 policiais por denúncias de tortura durante seu mandato. "Se houve excessos, os responsáveis serão rigorosamente punidos", afirmou.
DISPUTA ACIRRADA
A disputa para o Senado é bem mais acirrada. Ex-ministro da Justiça e da Agricultura, ex-governador de Goiás por duas vezes, o senador Iris Rezende (PMDB-GO) corre sério risco de ficar pela primeira vez sem mandato desde 1982.
Se no início da campanha Iris era disparado o favorito nas pesquisas para a primeira vaga ao Senado, hoje Iris foi ultrapassado pela deputada federal Lúcia Vânia (PSDB-GO) e pelo ex-secretário da Segurança Pública Demóstenes Torres (PFL), segundo pesquisas de opinião.
No PMDB, manter o mandato de Iris virou ponto de honra. O partido concentra esforços na eleição do seu maior cacique político evocando sua experiência. "O povo goiano conhece minha história, não vai me deixar na mão", acredita o senador.
Mais tranqüilos, Lúcia e Demóstenes apostam na renovação. "O povo goiano se identificou com nossa candidatura porque ela representa o novo", analisa Demostenes.
Para Lúcia, o povo se cansou do PMDB: "Não há mais espaço para coronéis em Goiás".
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