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Em seu último comício no Rio, realizado ao lado de sua mulher, a candidata ao governo do Rio Rosinha Matheus (PSB), o presidenciável Anthony Garotinho (PSB) apelou ontem para o discurso religioso e fez críticas ao adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante de um público calculado em cerca de 18 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, na Cinelândia, Garotinho disse que o eleitor pode, por meio da fé, levá-lo ao segundo turno. "Só tem uma coisa que pode fazer multiplicar o voto: é a sua fé", disse o candidato, que fez um agradecimento especial a Deus. "Ele é muito grande e vai me dar a vitória."
Com voz rouca, após fazer campanha em quatro cidades do interior paulista, o presidenciável afirmou que a eleição vai ser "muito complicada", mas lembrou que "nada, absolutamente nada, está definido". E pediu, mais uma vez, apoio do público, formado, em sua maioria, por cabos eleitorais, militantes e candidatos do PSB e de partidos aliados.
Confiante na ida para o segundo turno, Garotinho pediu pela vitória de Rosinha já no dia 6, pois sua família poderá, assim, ajudá-lo na campanha. "Eu vou para São Paulo, a Rosinha vai para o Nordeste, o Conde toma conta do Rio e a Clarissa vai para Minas. Nós vamos cobrir o Brasil", afirmou Garotinho, dizendo que já tem até slogan para a próxima etapa da campanha: "é Garotinho e o povo contra o resto".
No palanque, o ex-governador censurou Lula várias vezes. "O Lula está se descaracterizando. Ele está cercado de más companhias. A aliança dele parece uma Arca de Noé, cabe todo mundo dentro. O risco Brasil é esse aí. É o de ter um governo que não se faz respeitar".
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