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Presidência
Domingo, 29 de setembro de 2002, 05h05 
Presidente do PMDB-RJ elogia apoios a Lula
 
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Se o ex-governador Moreira Franco, presidente do PMDB-RJ, desejava indiretamente apoiar Lula na entrada da reta final, não poderia ter escolhido caminho melhor do que publicamente, como está em O Dia de sexta-feira, ameaçar de expulsão os que romperam com o partido e embarcaram na última escala do vôo de Lula rumo ao horizonte da vitória. Na realidade - eis a contradição aparente - Moreira não impediu a adesão maciça da corrente conduzida pelo deputado Jorge Picciani, como, ainda por cima, sublinhou o episódio, ampliando sua importância, reflexo e dimensão, tornado o corte mais visível e sensível. Atrasou a bola sem goleiro.

A candidatura Serra, claro, perdeu força no Estado e, com isso, cria um panorama prejudicial a todos os candidatos da coligação PSDB-PMDB. Talvez nem tanto para aqueles de maior presença na cidade do Rio, capital, mas seguramente em Niterói, São Gonçalo e na Baixada Fluminense, além de - é claro - na região norte fluminense, área de domínio de Anthony Garotinho, que resiste na órbita nacional, e de Rosinha Matheus, que lidera na esfera estadual. A atitude de Moreira, na verdade, reforçou principalmente o PT, mas indiretamente também o PSDB, diminuindo o campo de influência de seu próprio partido.

É até natural - isso já aconteceu inúmeras vezes - que deputados que possuem bases sólidas no Grande Rio e no interior procurem por todos os meios desvincularem-se de uma posição política em declínio, no esforço de mudar o rumo do vento evitando que os votos escapem de suas mãos deslocando-se para adversários e derrubando sua reeleição. Mas é surpreendente que um político da experiência de Moreira Franco, ex-governador, não tenha percebido a armadilha de Picciani e terminado fazendo exatamente o que os dissidentes desejavam. Ou seja, obter o maior espaço possível na imprensa e isolar os companheiros da legenda que permanecerem no campo oposto. No caso, a bordo do navio que balança, sinal possível de um naufrágio da sigla de Tancredo Neves e Ulisses Guimarães, submersão que tanto pode ser estadual como nacional.

Isso porque a campanha ingressou em plena fase da emoção, quando a magia política substitui a lógica dos projetos e a embalagem das promessas. Esta característica do embate, inclusive, é a prova de que as aparições dos candidatos no horário eleitoral da TV não deveriam se repetir como produtos congelados, mas serem atualizadas de acordo com o desenrolar dos fatos e das situações. Pois se existem aspectos novos, as mensagens devem ser renovadas. Até a noite de quinta-feira há tempo para isso. Depois, fecham-se as cortinas do panorama. Aí a decisão sai dos que pedem votos e se transfere para todos nós, eleitores. Portanto, o que passou, passou.
 

Jornal do Brasil