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Presidência
Sexta, 27 de setembro de 2002, 21h40 
Ciro lança versão final de seu programa de governo
 
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Em um evento com a presença de poucas lideranças, o candidato da Frente Trabalhista Ciro Gomes apresentou hoje a versão final de seu programa de governo que garante, entre outros itens, que os contratos fechados pelo atual governo não serão rompidos.

Entre os representantes da Frente, foram sentidas a ausência do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) e do ex-governador Leonel Brizola (PDT). Estavam lá o candidato a vice, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, sua mulher, a atriz Patrícia Pillar, e o líder do PPS, Roberto Freire.

O candidato discursou para correligionários com aparência de claque dizendo que seu programa de governo era resultado "de um projeto de consulta à inteligência do povo brasileiro". "A tarefa não é simples. Só é simples a tarefa para os demagogos", afirmou, dizendo que era fácil fazer promessas fáceis e difíceis de cumprir, que ele classifica como "promessas de Papai Noel".

O programa de Ciro volta a defender a estabilidade, o câmbio flutuante e o controle inflacionário, considerados fundamentais para a retomada do crescimento. "As preocupações com a retomada do crescimento econômico e com a democratização da economia de mercado precisam ser combinadas, na situação de hoje, com uma resposta à crise de confiança financeira que nos ameaça, consequência da política irresponsável do atual governo", diz o texto.

O texto também reafirma que "não haverá rupturas de contratos nem quebra de direitos adquiridos. A saída não é dar calote, nem desrespeitar de qualquer outra maneira os contratos da dívida". Durante seu discurso, Ciro também disse ser a favor de um "BC (Banco Central) profissional e não presa de especulação financeira", afirmou o candidato.

Pontos do programa de Ciro Gomes:

  • Reorientação do modelo econômico: volta do crescimento econômico "é condição para a solução de todos os problemas brasileiros". Entre os pontos centrais dessa reorientação estão a queda dos juros, para o que é necessário melhorar o custo, o perfil e os prazos da dívida pública interna.
  • Emprego: aumentar as oportunidades de emprego, trazer para o mercado formal os trabalhadores sem carteira assinada, elevar o salário mínimo "gradativa e continuamente".
  • Segurança: tem três linhas principais, a primeira é "destroçar o crime organizado", a segunda é ajudar Estados e Municípios a combater o crime comum e a terceira, agravar as penas, com prisão perpétua para crimes hediondos, e humanizar as prisões. O programa prevê ainda a convocação das Forças Armadas para combater o contrabando de armas.

  • Saúde: proposta está centrada na idéia de resgatar o Sistema Ûnico de Saúde (SUS), assegurando que os recursos investidos sejam aproveitados para garantir uma "saúde pública de qualidade".

  • Educação: diretriz principal é melhorar a qualidade em todas as áreas do ensino, mas com ênfase ao ensino público.

  • Habitação: tem três objetivos centrais, resolver a dificuldade da compra da casa própria, regularização da posse de terra nos bairros pobres e construção de casas para famílias com renda até três salários mínimos.

  • Reforma tributária: simplificar o sistema de impostos, desonerar a produção e os salários e eliminar os atuais privilégios sobre rendas de capital.

  • Reforma política: criar o financiamento público das campanhas eleitorais, construção de partidos políticos fortes e um esforço para "parlamentarizar o regime presidencial".

  • Política externa: integração competitiva crescente da economia brasileira na economia mundial, promovendo as exportações. A política de comércio exterior reforça a política industrial, que será ampliada com um maior coordenação estratégica entre o governo e as empresas privadas. O Ministério de Relações Exteriores manterá responsabilidade sobre a política de comércio exterior. Busca ampliar contato com países como China e Índia, além da União Européia e Mercosul. Quanto à Alca, o programa prevê que o país entrará nas negociações "sem medo e sem pressa".

  • Política agrícola: ampliar os agronegócios, o acesso ao crédito, à tecnologia e aos mercados.
     
  • Reuters

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