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O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, desafiou ontem o presidenciável José Serra (PSDB-PMDB) a viabilizar agora, na condição de "candidato do Presidente Fernando Henrique Cardoso, a proposta de aumentar o salário mínimo para R$ 300, anunciada pelo tucano no programa do horário eleitoral de quinta-feira. Garotinho classificou a promessa de "um ato de desespero" e criticou o presidenciável do PSDB, chamando o tucano de "Serra Malvadeza".
"Ele está tão movido pelo desespero e covardia que já tem um novo apelido: 'Serra Malvadeza'. Ele é a versão tucana do Toninho Malvadeza, como o (ex-senador) Antonio Carlos Magalhães na Bahia. Essa promessa chega a afrontar. O Serra acha que o povo é bobo e vai acreditar nisso?. Se ele está no governo porque não aumenta agora?", perguntou em São Paulo.
O PSB pedirá direito de resposta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por Garotinho ter sido citado no programa eleitoral de Serra veiculado no rádio. Irônico, o presidenciável disse que o ataque tucano demonstra o "descontrole de um candidato que não se conforma com a possibilidade de derrota".
"O candidato (Serra) está desesperado porque com todo dinheiro que tem, mais o apoio de 15 governadores, dos banqueiros e do presidente da República, ele está perdendo para mim, um candidato que não tem recursos e dispõe de pouco tempo na TV. Ele não se conforma", desdenhou.
O ex-governador do Rio de Janeiro disse que Ciro Gomes, da Frente Trabalhista, não tem chance de recuperação e reafirmou ter "pesquisas internas" que o colocam à frente do candidato José Serra.
"Tenho certeza que já ultrapassei o Serra em todo o país. Estarei no segundo turno com Lula (PT) e vamos ganhar a eleição."
Garotinho caminhou por quase duas horas na região central da capital paulista. Ele escolheu a Ladeira General Carneiro e a Rua 25 de Março, as duas de grande movimentação do comércio. O candidato distribuiu panfletos, abraços, apertos de mão e beijos para mulheres e crianças.
O engraxate Marcelo de Oliveira da Silva, 22 anos, ofereceu e o candidato aceitou lustrar os sapatos. Garotinho achou um real pouco e pagou dois reais pelo serviço. Marcelo disse que votaria "no patrão".
O desempregado George Freitas se apresentou como voluntário. Com um pequeno aparelho de som nas mãos, andou ao lado de Garotinho tocando o jingle da campanha do candidato. Evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus, George disse que, se pudesse, trabalharia para Garotinho.
"Voto nele, porque ele tem fé", disse.
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