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O candidato Anthony Garotinho afirmou hoje, na sabatina ao O Estado de S. Paulo, que os celulares que entraram na penitenciária de Bangu 1, quando ele era governador do Rio de Janeiro, estavam sob controle e ajudaram a prender traficantes importantes, como Fernandinho Beira-Mar e Uê.
De acordo com o ex-governador, a entrada dos celulares nos presídios foi uma falha, mas que foi revertida em benefício do trabalho de inteligência da polícia. Garotinho reconheceu que os celulares nunca deveriam, ter entrado no presídio e que, num dado momento, a situação saiu do controle e por isso a diretora da penitenciária veio a ser assassinada.
O candidato defendeu maiores investimentos na polícia federal e em serviços de inteligência, para combater o tráfico de drogas e de armas. Melhor cuidado com as fronteiras do país é uma das medidas centrais para acabar com o crime organizado, segundo Garotinho. "O custo da violência é maior que qualquer outro custo", disse.
Para combater o ingresso na criminalidade, o candidato defendeu o investimento em políticas para jovens, que são a maioria dos criminosos e também das vítimas da violência.
Garotinho disse que é contra a pena de morte, porque "ela não resolve o problema da criminalidade. É só ver os Estados Unidos". Sobre a mudança da idade da maioridade penal, o candidato afirmou que este assunto precisa ser debatido mais a fundo, já que o nível de informação dos jovens de hoje cresceu muito.
O candidato classificou a possibilidade de usar as Forças Armadas como polícia como "um absurdo".
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