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Presidência
Terça, 24 de setembro de 2002, 00h08 
Garotinho dispensa apoio de rivais se for ao 2º turno
 
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O candidato à presidência Anthony Garotinho (PSB) participou do programa "Eleições 2002", da Rede Record e disse que não pensa em eventuais propostas caso passe ao segundo turno na disputa ao Governo Federal.

"Minha candidatura vai continuar pura, sem dúvida. Se no primeiro turno que é mais difícil eu fiquei sem, no segundo, vou chegar sem fazer aliança que comprometa minha candidatura", disse Garotinho.

Durante uma hora e meia e sob o comando de Boris Casoy, Garotinho respondeu às perguntas dos telespectadores. O candidato falou, entre outros assuntos, de pesquisas de intenção de votos saneamento básico, diminuição das taxa de juros, sistema penitenciário, crime organizado, Previdência Social, tratado de não-proliferação de armas nucleares, reforma tributária e construção de casas populares. Nos blocos finais, o presidenciável ainda comentou as perguntas sobre corrupção, desemprego, voto obrigatório, educação, meio ambiente, religião e turismo.

O candidato do PSB, que também disse ser contrário à invasão ao Iraque nos Estados Unidos, foi discreto nos ataques, procurou falar mais de seus planos caso seja eleito.

"Ele é candidato do desemprego, o modelo econômico do presidente dele é que causou esse desemprego", disse Garotinho, insinuando uma crítica a José Serra (PSDB).

"Irei para o segundo turno, sinto nas pesquisas e nas ruas. O Lula acabou fazendo concessões em demasia, um candidato de oposição que cedeu. Não é o Lula que eu votei, e já fiz isso duas vezes. Eu sou um ex-eleitor dele. Já o Ciro se aliou ao atraso do Brasil, com voto declarado de pessoas com o Fernando Collor de Mello (ex-presidente)."

Entre suas propostas, Garotinho também criticou o governo de Fernando Henrique Cardoso. Entre as críticas, não ter feito uma reforma tributária em seus oito anos de governo.

"O presidente atual aprovou tudo o que quis no Congresso Nacional, até a sua reeleição. Não fez a reforma tributária porque não quis".

"Esqueça tudo o que eu disse, rasgue tudo o que eu escrevi", disse Garotinho, referindo-se novamente a FHC.

Sobre a ALCA, Garotinho se equivocou ao dizer que foi o único candidato à Presidência que votou contra o acordo. O candidato José Maria (PSTU) tem se destinado a falar para os eleitores sobre a ALCA.

"Podemos negociar, mas estabelecer medidas isonômicas. Vamos fazer joguinho de faz de conta. O Brasil abriu o seu mercado, mas ninguém abriu para nós", disse.
 

Redação Terra