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O coordenador de marketing da campanha do candidato a governador de Sergipe João Alves Filho (PFL), jornalista César Gama, está acusando a TV Sergipe, de propriedade do governador Albano Franco, de cometer crime eleitoral a serviço da candidatura de Francisco Rollemberg (PTN). O jornalista garante que só na última quarta-feira aquela empresa de comunicação veiculou 14 peças publicitárias de 30 segundos na grade de programação de comerciais gratuitos da coligação, quando só teria direito apenas a 8 inserções comerciais, "e mesmo assim cometendo outra irregularidade, que é a invasão do espaço dos candidatos proporcionais por material de propaganda dos candidatos majoritários".
César Gama afirmou que o PFL está entrando com um processo eleitoral contra a TV Sergipe por abuso do poder de comunicação e contra o candidato Francisco Rollemberg, solicitando a cassação do registro de sua candidatura, a cargo do advogado da coligação João na Cabeça e Sergipe no Coração, Antônio João, "que já conseguiu ganhar na Justiça dezenas de representações contra a coligação Pra Frente é que se Anda, diante do festival de abusos e irregularidades cometidos por aquela coligação."
"É um absurdo, um acinte à legislação eleitoral, uma afronta à democracia e um desrespeito aos magistrados do TRE", salientou o jornalista, acrescentando que há uma espécie de pacto operacional entre a emissora de TV do governador e os coordenadores da campanha de Chico, no sentido de privilegiar ao máximo o candidato governista.
Segundo ele, até seria compreensível que uma empresa de comunicação de propriedade de Albano Franco estivesse adotando uma postura editorial favorável ao candidato do governador, "mas incorrer acintosamente em crime eleitoral para tentar favorecer o candidato do grupo é de uma desfaçatez que só encontra paralelo nas ilegalidades e arbitrariedades que o governador patrocinou no negro período em que garantiu sua reeleição, quando Albano conseguiu tornar Sergipe uma terra sem lei."
César Gama ressaltou que, na última eleição, a TV Sergipe permitiu ao candidato à reeleição, Albano Franco, durante o debate que deveria ter se caracterizado pela isenção da direção do órgão, a se utilizar disfarçadamente até mesmo de um ponto eletrônico, que instruía o governador sobre o que dizer.
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